Review: “A Thousand Suns” dos Linkin Park

Se está à espera de encontrar um novo Hybrid Theory ou um Meteora, engana-se. Os Linkin Park estão de volta às edições com A Thousand Suns (que estará à venda dia 13 de Setembro em Portugal) e de acordo com opiniões de diversos fãs, ou se gosta, ou não se gosta. Muitos poderão estranhar, muitos poderão adorar, mas é necessário ouvir o álbum de uma ponta à outra para poder ter uma opinião bem fundamentada, e não se limitando a singles ou duas/três músicas.

O álbum em si lembra um género de reprodução associado ao Scream do Chris Cornell, onde grande parte das músicas têm interligações, onde o fim de uma música dá entrada a outra. Este aspecto permite com que quem está a ouvir se interiorize no álbum, permitindo uma experiência deveras interessante. O rock pesado foi posto praticamente de lado neste álbum, que por si só é difícil de associar um género dada a quantidade de sonoridades existentes. Desde electrónica a sons reggae, rap e hip-hop à mistura, cânticos sonantes e instrumentais do outro mundo, com mensagens políticas pelo meio, fazendo lembrar de certo modo bandas como os Muse ou os Green Day, não bem em termos de sonoridade mas sim em termos de mensagem e cânticos pelos quais são bastante conhecidos.

Em termos de músicas em destaque, destaca-se “When They Come From Me”, dominado pelo rap e por um instrumental que chega lembrar a musicalidade oriental pelo que o refrão é dominado. Mike Shinoda leva a música pela frente, com intervenções de Chester Bennington quando a música atinge o seu climax, tendo um resultado bastante positivo. “Blackout” é sem dúvida uma faixa que mistura um pouco de percursão e batidas com os “gritos patenteados” de Bennington, embora não tão envolventes como os de “Given Up” ou “Faint”, dão um resultado interessante tendo em conta a musicalidade.

Tendo como primeiro single The Catalyst, que por si só já deu a entender uma faceta mais electrónica misturada com um toque de rock, e envolvimentos de discursos de diversas personalidades políticas, como Mario Savio em “Wretches and Kings”, o álbum promete agradar pessoas com diversos gostos musicais e amantes de novas experiências. No entanto, o excesso de “faixas transitórias”, acaba por tirar um pouco a essência do álbum em si.

Tracklist:

Nº de Faixa

Faixa

Duração

1

The Requiem

2:01

2

The Radiance

0:57

3

Burning in the Skies

4:13

4

Empty Spaces

0:18

5

When They Come for Me

4:53

6

Robot Boy

4:29

7

Jornada del Muerto

1:34

8

Waiting for the End

3:51

9

Blackout

4:39

10

Wretches and Kings

4:10

11

Wisdom, Justice, and Love

1:38

12

Iridescent

4:56

13

Fallout

1:23

14

The Catalyst

5:39

15

The Messenger

3:01

TOTAL:

15 faixas

47:56

 

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