Os Coldplay regressam às edições com Mylo Xyloto, cujo nome embora pareça invulgar e possa fazer “torcer o nariz”, marca uma veia experimental da banda que surpreende pela positiva, e não descaracteriza o estilo que o grupo consolidou nos seus 15 anos de carreira.
No entanto, se espera encontrar um novo Parachutes ou X&Y, está muito enganado, mas não deixará de gostar do disco. Com um claro toque mais pop, sonoridades electrónicas, mas mantendo o estilo rock alternativo que caracteriza a banda, Mylo Xyloto é uma composição que tem um seguimento, tratando-se de um álbum conceptual, e que a sua audição deve ser feita desde o inicio ao fim para a sua melhor compreensão. A sua produção foi bem conseguida, tendo ficado a cargo de Markus Davis, que já colaborou com a banda em Viva La Vida, e ainda Daniel Green e Rik Simpson, que já trabalhou com bandas como Portishead e Kasabian, e colaborou com o grupo no A Rush Of Blood To The Head e igualmente no Viva La Vida.
O disco contabiliza 14 faixas, entre as quais “Mylo Xyloto” toma o papel de faixa introdutória, e mais duas (“M.M.I.X.” e “A Hopeful Transmission”) que assumem a transição de faixas, tipicamente característico deste tipo de discos, mas que acaba por ou deixar o ouvinte a pedir algo mais longo, ou simplesmente incorporar nas faixas presentes de modo a facilitar o seguimento. Mas ao longo do disco consegue-se perceber a vertente mais animada dos Coldplay, quer em termos líricos, quer em termos instrumentais, mas não esquecendo as baladas.
Os singles “Every Teardrop Is a Waterfall” e “Paradise” já quase que dispensam apresentações. Foram efectivamente boas escolhas, que cativam o ouvinte e não deixam a pessoa indiferente, destacando a ultima pelo seu tom mais melodioso que combina o estilo “Coldplay” com a sonoridade electro rock.
Entre as restantes faixas pode-se destacar igualmente “Hurts Like Heaven” com um ritmo electrizante, fazendo contraste com a sua letra; “Charlie Brown”, que foi intitulada em homenagem à personagem de Peanuts que destaca-se principalmente pelo seu instrumental; “Major Minus”, já conhecida por ser B-Side do EP do primeiro single; e ainda “Up With The Birds”, que começa suavemente, mas acaba por culminar e torna-se uma boa faixa finalizadora.
Deixando para uma avaliação mais pormenorizada, “Princess of China” é capaz de ser a faixa que pela participação de Rihanna pode deixar alguns dos fãs de Coldplay algo perplexos, e com algum receio. Mas a faixa acaba por se destacar pela positiva, onde é nos permitido além de uma mistura entre o ritmo da banda e um pop virado para o R&B, ouvir realmente Rihanna a cantar. Talvez com alguns efeitos na voz, mas o registo acaba por sair favorável à cantora por ser algo diferente no campo dela, mas no entanto, seria engraçado ver no papel dela uma Adele ou uma Florence Welch.
Mylo Xyloto pode não ser considerado como um dos melhores álbuns da banda, mas destaca-se pela positiva e agradará certamente a grande parte dos ouvintes dos Coldplay.
Bom
















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