Opinião: O futuro das comunicações


Já se questionou sobre viver sem telemóveis, Internet e telefones? O RADAR Notícias apresenta aqui as duas alternativas mais viáveis nas comunicações.

Já alguma vez imaginou viver sem telemóvel, Internet e telefone? Certamente que já. Estes meios de comunicação tão básicos e tão elementares são usados por praticamente todas as pessoas e é difícil encontrar alguém sem telemóvel hoje em dia. Desde crianças, adultos e idosos, na atualidade esta tecnologia já se desenvolveu tanto que é impossível ficar indiferente a esta febre tecnológica que assola todas as gerações.
Contudo, esta tecnologia que parece ser indestrutível e não ter fim é, também, imensamente frágil. Esta noção ainda não faz parte da mentalidade da população, mas é facto de que, apesar de bastante desenvolvida, é também bastante volátil a um nível universal. Um bom exemplo disso aconteceu ontem na cidade de Tomar, em que um simples apagão geral colocou todos os sistemas informáticos dos hipermercados, todas as comunicações móveis e todos os serviços telefónicos em estado off-line. Num ápice, aquilo que era uma maré de telefonemas efetuados  por milhares de pessoas caiu, assim do nada, pois faltou a energia.
Se uma rede imensa como esta é assim tão frágil, será prudente confiar nestes meios de comunicação numa situação de catástrofe eminente? Não estou a falar em situações básicas de emergência, mas em acidentes globais. A população tem de estar preparada para um perigo incomum que surja de repente. Convém relembrar que, no caso dos telemóveis, estamos dependentes de uma antena alheia, que não sabemos onde se localiza. O facto é que ela está algures e nós estamos a usá-la.
Qual é a alternativa mais eficaz para situações de emergência em que há risco de corte geral nas comunicações como, por exemplo, quebra de energia? A resposta é simples e pode ser deduzida facilmente. Essa alternativa tem o nome de rádio.

1ª Alternativa – Os PMR (Private Mobile Radio)


São vulgarmente conhecidos por walkie-talkies e são também bastante populares. Todos já ouviram falar deste dispositivo que emite na faixa dos 446 MHz (em 8 canais divididos em 38 tons cada um), podendo ser usado por todos os cidadãos sem necessidade de licença. A verdadeira utilidade dos PMR consiste no facto de que podem ser usados em comunicações independentes e locais. Caso haja um repetidor na zona, pode chegar mais longe do que os habituais 5 ou 10 quilómetros (o repetidor faz a retransmissão do sinal emitido por nós, com uma potência maior, tendo também maior alcance). Estes dispositivos não necessitam de antenas intermédias (apenas no caso dos repetidores, porém a transmissão é independente dos mesmos), logo não há risco de falha na transmissão (apenas por fatores de propagação). A sua energia provém de baterias ou vulgares pilhas. É uma das grandes alternativas às comunicações móveis atuais.


2ª Alternativa – A Citizen’s Band (Banda do Cidadão)




A banda do cidadão, normalmente apelidada de CB, é outra das grandes alternativas, uma vez que utiliza dispositivos fixos, móveis ou portáteis, alimentados ou não por baterias. O CB emite-se na faixa chamada “Banda dos 11 metros” (40 canais divididos pelas frequências dos 26.965 MHz aos 27.405 MHz), sendo necessária uma licença vitalícia de uso por cidadão, que pode ser adquirida na ANACOM pela “módica” quantia de 70€. São várias as modulações utilizadas em CB, desde LSB e USB (bandas laterais), passando por AM e FM. A grande vantagem destes equipamentos é o facto de não necessitarem de antenas intermédias (as comunicações são independentes e em tempo real), a potência de emissão permitida é superior (o que resulta num alcance muito mais elevado em relação aos PMR’s) e há um canal específico de emergência. Poucas pessoas sabem da existência deste canal de emergência, mas a verdade é que pode ser bastante útil. Trata-se de um canal (canal 9) que é regido por leis específicas, o qual está constantemente a ser escutado pela Proteção Civil. Em caso de emergência, serve como que um telefonema para o 112, porém de uma forma bastante mais rápida e com menos burocracia.

Termino este artigo, maior do que o normal, fazendo referência que estas alternativas não são o que vulgarmente se chama de radioamadorismo. CB pode ser utilizado por qualquer cidadão, enquanto as bandas amadoras necessitam de licença atribuída pela ANACOM após aprovação em exame.
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