Ferrari apresentou F138 em Maranello

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A Ferrari apresentou esta manhã o F138, um monolugar cujo nome representa um tributo aos motores V8, que entram no seu último ano de utilização. Este é o 59º bólide da Scuderia, e a exemplo da McLaren, e ao contrário da Lotus, não tem bico de pato e foi mostrado bastantes detalhes distintos do modelo do ano transacto. O novo F138 foi integralmente desenvolvido no túnel de vento da Toyota, em Colónia, com a equipa italiana a tentar, desta forma, corrigir os erros que levaram ao mau começo de época o ano passado, e que deixaram a equipa bem longe dos lugares da frente, vendo-se obrigada a um grande trabalho de recuperação de performance.

“O objectivo passa por ter de imediato um monolugar competitivo, o que não sucedeu nos últimos anos”, referiuStefano Domenicali, patrão da equipa.

O novo F138 foi desenhado por Nikolas Tombazis, projectista chefe, com a direcção do projecto nas mãos de Simone Resta. Felipe Massa será o primeiro a pilotar o carro, na próxima terça-feira, em Jerez.

O projecto, conhecido internamente como 664, é o primeiro resultado da reorganização do método de trabalho levado a cabo em Maranello nos últimos meses, através da criação de duas equipas de design distintas: uma que trabalhou neste monolugar e outra já no monolugar da próxima temporada.

Tendo em conta que os regulamentos técnicos e desportivos em vigor este ano mantiveram-se praticamente inalterados, o F138 é uma clara evolução do F2012, ainda que tudo tenha sido revisto, a fim de maximizar o desempenho, mantendo as características que foram a base da extrema fiabilidade do modelo da última temporada.

A filosofia de concepção da suspensão não foi alterada, embora tenha recebido alterações que permitem potenciar o desempenho aerodinâmico, em particular na traseira. A entrada de ar dinâmica localizada acima do cockpit foi redesenhada, bem como os flancos, mantendo-se inalterado o esquema geral do sistema de arrefecimento. A parte traseira do carro é muito mais estreita e afunilada na parte inferior.

A configuração das asas dianteira e traseira decorre directamente das últimas versões utilizadas no F2012, tendo em conta que o desenvolvimento do carro foi levado até à corrida final da última temporada. Além disso, em termos  aerodinâmicos, e a exemplo do que fazem as principais equipas, o carro foi apresentado apenas na fase inicial de desenvolvimento e serão introduzidas alterações significativas até à primeira corrida. Já está previsto um programa intensivo de desenvolvimento.

O sistema de redução de arrasto na asa traseira foi revisto e otimizado, para fazer sobressair o melhor das alterações introduzidas nos regulamentos deste ano. Sobre as aberturas dos travões foram feitas mudanças apenas de detalhe, tanto na parte da frente e na traseira. Foi dada grande atenção na fase de concepção e produção à redução do peso e aumento da rigidez, num objetivo perseguido conjuntamente por todos os departamentos, chassis, motor e electrónica e produção.

Por fim, as três sessões previstas de testes, duas em Jerez de la Frontera e outra em Barcelona, vão ser utilizadas para melhor entender o comportamento do F138 e de também para se adaptação aos novos Pirelli.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: autosport.sapo.pt

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