Entrevista a Chris Cornell

Chris Cornell marcou presença no Optimus Alive 09 em Oeiras, e o Disco Digital fez uma entrevista, que podem ver abaixo:

Porquê uma mudança tão drástica na sua carreira?
Queria fazê-lo. Gosto de música muito diferente. Nunca tive grande referências da soul e do R&B. Em canções pontuais, talvez, mas nunca num álbum. Foi importante trabalhar com um produtor que sabia o que estava a fazer. Houve outras questões como trabalhar com loops. Em termos de composição foi totalmente diferente. Toda a experiência que tinha ficou à porta do estúdio. Eu tento sempre aprender durante a gravação mas é raro consegui-lo com produtores.

«Scream» é um grito de libertação?
Sim. Acho que quem já grava álbuns há 22 ou 23 anos não pode continuar a fazê-lo da mesma forma. Para mim, é importante estar inspirado e não alimentar um monstro que eu criei. É uma questão de acreditar que podemos continuar a aprender. O disco é diferente de tudo o que já foi feito. Nenhum artista como eu fez um álbum deste género e para o próprio Timbaland também foi uma novidade. Não me preocupo com o que os críticos dizem; os músicos que o fazem estão a cometer um erro. Se os críticos soubessem fazer boa música, de certeza que estariam a compor. Eu sou capaz de gostar de um disco numa semana e detestá-lo na seguinte. Mesmo em relação aos fãs, se eu soubesse que uma das minhas banda favoritas vivia em função deles, ficaria aborrecido (risos).

Se não houvesse um passado como músico de rock, acredita que o disco poderia ter sido mais bem recebido?
Sem dúvida. Se ninguém me conhecesse, as reacções seriam diferentes. Por outro lado, as pessoas que escreveram sobre o disco seriam diferentes.

Sente-se arrependido?
Não, de todo. Não roubei ninguém e houve muitos fãs que se manifestaram positivamente.

O que é que se passou com o Trent Reznor?
Ele fez um comentário e alguém entendeu uma coisa que eu escrevi como sendo uma resposta. Não era. Não me senti minimamente afectado. Não compro os discos deles portanto não me preocupo com a dele.

Há planos para uma reunião dos Soundgarden?
Nós actuámos ontem. Não viste? Foi fantástico! Agora a sério, não temos planos.

E a caixa de raridades?
Isso sim. Já falamos dessa edição há bastante tempo. Os fãs merecem. Também queremos ter um site activo commerchandising. Estamos a trabalhar nisso.

Os outros Soundgarden deram um concerto recentemente...
Sim, eles disseram-me. Eu não podia ir porque estava em Santiago nessa noite. Tinha um concerto. Por isso, não pude ver.

Sente falta deles?
Sinto falta da amizade. Nos meus concertos, toco canções desse tempo mas todas com a minha assinatura. Continuamos a ser amigos mas se tivessemos continuados, não seríamos. Se calhar, nem nos podíamos ver. Não nos quisemos forçar a continuar quando algumas pessoas não estavam a cem por cento. Todos temos enorme respeito pelos Soundgarden e pelo legado que deixámos. Foi a minha banda de sonho. Tivemos que inventar a nossa música e andar de carrinha pelo mundo inteiro. Éramos muito próximos e isso não pode ser recuperado. Lembro-me que andávamos com bandas na estrada que não se podiam ver. Nós nunca fomos assim.

Fonte: Disco Digital

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