Esqueçam o Space Shuttle, o futuro são os comboios

A NASA está a estudar uma nova maneira de atingir a órbita da Terra. A solução passa por colocar uma pequena nave espacial numa plataforma em carris, impulsionada electricamente ou com gás. Um sistema semelhante encontra-se hoje todos os dias em parques de diversão, nas montanhas russas de catapulta, em que a rampa de aceleração das carruagens tem apenas alguns segundos, e leva-as até 100km/h. Segundo a NASA, este sistema requerirá velocidades 10 vezes superiores, mas tal como o exemplo das montanhas russas, toda a investigação e preparação da missão não precisará de novas tecnologias que ainda não tenham sido desenvolvidas, o que acontecerá será o desenvolvimento das tecnologias hoje existentes, para níveis bem mais elevados.
Quanto à nave espacial em si, esta contará com asas e dois scramjets para a colocar em órbita. A nave será constituída por duas partes, sendo uma delas a responsável pelo transporte de carga, como um pequeno satélite, e que será ejectada e permanecerá em órbita quando a altitude e velocidade adequadas forem atingidas.

Nota:
Os scramjets são motores especiais que permitem atingir entre 12 a 24 Mach, que é muito próximo da velocidade orbital. Sem entrar muito em detalhe, o scramjet difere dos outros motores de jacto convencionais porque opera a velocidades supersónicas e ao contrário dos motores desenhados para este fim, não tem uma câmara em que a combustão do ar se faz a uma velocidade inferior à do som, isto é, o motor não precisa de desacelerar o ar para a combustão se dar.
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