Ela está de volta, promete ser fatal e arrasar com a industria Pop com o novo disco. Britney Spears não precisa de apresentações, e regressa com Femme Fatale, que chega às lojas dia 28 de Março e conta com Dr. Luke e Max Martin na produção.
O disco em si demonstra preocupação na sonoridade, tentando ser diferente do que hoje a Pop tem para oferecer. Na indústria musical actual, a Pop e R&B tem-se tornado em algo misturado com pseudo-electrónica e batidas demasiado rebuscado, tornando grande parte das músicas quase genéricas e obtidas através reciclagem de samples de outros artistas.
A mistura entre vários géneros electrónicos traz algo agradável para o ouvinte do disco, que mesmo não sendo grande apreciador da cantora, é impossível não bater o pé ou não ficar com músicas e batidas na cabeça. Claramente com influências de dubstep, house, electrónica geral, e alguns elementos de rock alternativo, Femme Fatale soma e segue no que toca a discos do género.
A tracklist está devidamente organizada, e os destaques vão para “Hold It Against Me” pelas influências em dubstep que combinado com o Pop e batida house torna a música fresca; “I Wanna Go”, uma faixa que dá pelo ouvinte a assobiar e a cantar o refrão sem que ele dê conta; “(Drop Dead) Beautiful”, que conta com a participação da rapper Sabi numa canção que mistura R&B, Hip-Hop e House, obtendo um resultado bastante satisfatório; “Trip To Your Heart”, com uma batida descontraída e vocalmente suave; e por fim, destaco “Criminal”, com claras influências de sonoridade com a música “The Logical Song” dos Supertramp, com uma mistura de instrumentos que agradam qualquer ouvido e que deixa ouvir Britney claramente, e que não ficava nada mal interpretada se fosse somente acústica.
No entanto, o disco peca pelos demasiados efeitos na voz de Britney, que embora sejam para “dar um ar” mais electrónico às músicas, acaba por não deixar com que a cantora cante em pleno. A música “Big Fat Bass”, com a participação de will.i.am dos Black Eyed Peas, peca pela repetitividade da letra e os efeitos em excesso descritos anteriormente, e seria uma faixa que ficaria melhor com menos letra e mais instrumental.
Em nota final, Femme Fatale é um disco coerente e consistente, que não se destaca apenas pelos singles mas sim pelo disco na integridade, trazendo com cada música algo único. Britney não seguiu a tendência de muitos artistas Pop da actualidade em seguir a moda do dançavel e genérico, mas sim em criar algo que marca um refresh na sua carreira.
















0 comentários