Temos então um novo filme de adolescentes de acção, aventura e ficção científica. Distribuido pela DreamWorks e produzido por Michael Bay, este filme foi publicitado de modo a parecer um novo box office prometedor, ainda mais pelo facto de ser baseado numa obra best seller com o mesmo nome. Bem, depois de tanta publicidade e especulação, o filme chega aos cinemas. O resultado? Normal.
O filme inclui no elenco uma série de actores que já conquistaram Hollywood seja pelo talento ou pela sua beleza: Alex Pettyfer, de Stormbreaker (2006), Timothy Olyphant, de Hitman (2007), Teresa Palmer, de O Aprendiz de Feiticeiro (2010) e Dianna Agron, da série de sucesso Glee. Este é um grupo de actores que já tiveram a sua quota parte de êxitos de bilheteira, uns a mais, outros a menos.
Para começar, a palavra que melhor define este filme: simples.
A nível de representação, o filme não apresenta nada de extraordinário. As actuações dos actores é normal e básica. Alex Pettyfer aparenta estar de volta aos tempos de Stormbreaker, apenas o papel não é o mesmo. Timothy Olyphant faz um papel que não puxa muito pelo seu estilo com que eles nos habituou em Hitman ou Die Hard 4.0. As actrizes, Agron
e Palmer, a primeira uma simples rapariga de liceu, a segunda uma guerreira, apresentam papéis bons mas não extraordinários. Ainda há uma certa falta de química entre as personagens de Pettyfer e Agron.
Os efeitos especiais, apesar de sempre serem necessários e extremamente decorativos, neste filme, equiparam-se a filmes como Eragon (2006) e Jumper (2008). Engraçado, porque ambos estes filmes foram fracassos críticos, excepto Eragon, que o flop mais inesperado a nível de bilheteiras como críticas. Em Sou O Número Quatro, os efeitos especiais aparecem em momentos muito separados e quando chega o (repentino) clímax, os efeitos surgem todos e quando acabam, o espectador pergunta-se: “só isto?”
O enredo do filme é básico, chegando a ser previsível em muitos casos. Basta olhar para uma cena para saber o resto do filme e a acção decorre de um modo acelerado.
O filme é normal efectivamente. As representações, efeitos especiais e enredo tão rápido começam como rápido acabam. Nada mais se pode esperar de um filme de 1h50m, que ainda deixa uma quantas perguntas por responder. Mas, apesar de tudo isto, o filme entretém. É um bom filme para se ver nos sábados à tarde, quando se está em casa sem
mais nada para fazer. Enquanto o espectador preenche o seu tempo, acaba por ficar entretido com algumas acrobacias e cenas de luta. É um bom filme, mas não o box office que se pretende fazer dele.
















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