Encontrando o lado humano da história no centro da acção, o realizador Duncan Jones (do aclamado Moon – O Outro Lado da Lua) e o (cada vez mais) excelente Jake Gyllenhaal, controem e trazem-nos um inteligente e satisfatório thriller de ficção-científica.
Neste thriller de ficção-científica em que cada segundo conta, Duncan Jones regressa com mais um excelente filme para adicionar ao seu currículo, com colocação na parte dos “Excelentes Trabalhos”. Tal como A Origem, que por acaso este filme faz recordar mas de um modo completamente diferente e original, O Código Base deixa-nos a sair da sala de cinema e a pensar “Está bom. Está mesmo muito bom!”. Efectivamente, este é daqueles filmes que nos deixam muito satisfeitos. Duncan Jones está sem sombra de dúvidas a revelar-se como um realizador que, se continuar assim, dispensará apresentações.
Jake Gyllenhaal está intenso. A última vez que vimos uma interpretação tão convincente deste actor foi no mag
nífico e estonteante thriller psicológico de 2001 Donnie Darko, em que Gyllenhaal interpretava o adolescente com problemas psicológicos que dá nome ao filme. Em O Código Base, o jovem actor está de volta. O seu empenho no filme está cativante e sublime, causando uma forte comoção no espectador. Michelle Monaghan tem uma interpretação muito credível, começando a ganhar uma rótula que diz “expert em thriller de ficção-científica”, já que anteriormente encabeçou filmes de acção como Olhos de Lince e Missão Impossível 3. Vera Farmiga, boa actriz como sempre, oferece uma interpretação apaixonante. O elenco principal deste filme estão excelentes; as suas interpretações conseguem vender a história e nós apaixonamo-nos imediatamente por eles. A sua determinação e talento está de congratular.![]()
O enredo e a acção do filme são apelativos. Possuem um jogo mental que, desde os primeiros minutos do filme, deixam o visor colado à cadeira e muito interessado no plot. É complexo, emocionante, desafiante, intenso, comovente. É um filme em que elementos que normalmente acharíamos ridículos, nós achamos inteligentemente perplexos. O filme também nos permite efectuar um raciocínio mental devido às histórias fracturadas, feito este que foi conseguido em Memento (2000), de Christopher Nolan.
O Código Base é um thriller de ficção que vence em nos captar a atenção e nunca desviar a cara do ecrã e ainda é capaz de nos deixar com uma lágrima no olho. Facilmente, um dos melhores filmes de 2011.
















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