J.J. Abrams e Steven Spielberg juntam forças para nos trazer Super 8, um filme que possivelmente se tornará um clássico para todas as idades e que nos traz de volta a diversão e dissabores da adolescência.
O clima cinematográfico que vivemos actualmente é marcado fortemente (!!!) pelos blockbusters de acção, aventura e ficção científica carregados de efeitos especiais e muito barulho. Alguns safam-se, mas muitos deles são completamente desnecessários. São filmes que não têm essência e apenas nos providenciam com uma dose de explosões e violência gratuita e superficial que os mais viciados em adrenalina vão adorar. Não é o caso de Super 8.
J.J. Abrams, o realizador e produtor que nos trouxe os blockbusters Star Trek (2009), Missão Impossível 3 (2006) e Nome de Código: Cloverfield (2008), regressa com um filme passado no ano de 1979, e conta a convivência de um grupo de adolescentes de uma pequena cidade que se divertem a fazer filmes com uma câmara de Super 8 (as primeiras que surgiram na época). Uma noite, quando filmavam uma cena numa estação de comboio, assistiram a um acidente que causou o descarrilamento de um comboio da Força Aérea. Depois desse acontecimento, estranhas ocorrências surgem na cidade e os amigos chegam à conclusão que algo escapou daquele comboio.
Super 8 é um daqueles filmes que vale a pela recordar. J.J. Abrams sabe entreter um público com bons efeitos especiais e sequências de acção brilhantes. Os momentos de tensão e o argumento estão bem montados ao longo filme, mantendo o público interessado e expectante, coisas a que J.J. Abrams já nos habituou nos seus filmes anteriores. São elementos que estão imbutidos no filme em quantitades razoáveis e não industriais como muito se faz hoje.
O filme tem clara e agradavelmente o velho e tradicional toque de Steven Spielberg. Os actores estão muito bem dirigidos e demonstram muito talento. A adolescência retratada no filme é uma lufada de ar fresco porque esta é uma película que dá atenção à adolescência e trata os seus sabores e dissabores com cuidado e afecto, o que torna a experiência encantadora, já que isto não se faz actualmente no cinema, vá-se lá saber porquê.
Ainda a realçar há o factor nostalgia. Música, roupa, filmes, comportamentos das personagens, cenários, está tudo tratado ao detalhe, deixando no espectador mais velho a saudade dos velhos tempos de criança.
Super 8 é um dos melhores filmes do ano que encantará miúdos e graúdos pelo seu afecto pelos tempos de adolescente e nostalgia dos tempos idos e com um final que irá recordar a muitos um certo filme de Steven Spielberg de 1982 que ainda hoje é adorado.
















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