Análise da 1ª jornada da Liga Zon Sagres

logo zon sagresCom os principais jogos desta ronda inaugural já realizados (falta apenas realizar o jogo União de Leiria x Académica para estar concluída a 1ª jornada), irá ser feita agora a sua análise.

 

Gil Vicente x Benfica – Que jogo para se começar o campeonato! Foi um jogo muito vivo, bem disputado durante dos 90 minutos, e com o Gil Vicente a provar que tem equipa para se manter na 1ª Liga. O Benfica é tem que melhorar muito, se quiser ser campeão. Uma equipa que joga para o título nunca pode desperdiçar uma vantagem de 2 golos, frente a uma equipa que na época passada estava na Liga de Honra. Analisando o jogo, logo após o apito inicial, a partida ganhou um ritmo vivo, com o Gil Vicente a jogar o jogo pelo jogo, sem jogar para o empate, jogando no erro do Benfica. O Benfica começou melhor, fruto da sua melhor experiência, com Nolito a aproveitar um tremendo erro de Éder Sciola, e marcou o primeiro golo dos encarnados, aos 8 minutos. O segundo golo do Benfica numa magnifica jogada de entendimento entre Aimar, Gaítan e Saviola, sendo este último que introduziu a bola na baliza do Gil Vicente, aos 20 minutos. A partir daqui os adeptos encarnados pensavam que o Benfica tinha o jogo controlado, a questão era saber por quantos é que os os vice-campeões nacionais ganhavam. Estavam muito enganados…  A partir deste momento, os jogadores do Benfica, adormeceram, deixaram a equipa minhota tomar conta do jogo, e começaram a cometer erros. Foi num desses erros, cometido por Rúben Amorim, que surgiu o primeiro golo do Gil Vicente, aos 37 minutos, por intermédio de Hugo Vieira. Com o intervalo, Jorge Jesus foi obrigado a tirar Aimar, que apresentava queixas musculares na coxa, e colocou Witsel. O Benfica entrou irreconhecível na segunda parte, muito devido à saída de Aimar, porque continuava a atacar mas, no momento da verdade, falhava sempre. Até que, aos 74 minutos, Laionel (o leitor lembra-se do que Laionel fez na primeira jornada da época passada ao Benfica?), num momento de inspiração, empatou o jogo. O Benfica, que tinha tido uma vantagem de 2 golos, tinha-a desperdiçado e saiu deste jogo com um empate a saber a derrota. O resultado é inteiramente justo, porque o Benfica errou tantas vezes como o Gil Vicente, nesta partida. Não é desta vez que o Benfica quebra a maldição de não ganhar na primeira jornada, já lá vão 7 anos.

Resultado final: 2-2

 

Rio Ave x Braga – Este era o primeiro teste de fogo de Leonardo Jardim, novo técnico do Braga. E uma das conclusões que se tira deste jogo é que a equipa ainda está em construção. Foi uma primeira parte algo cinzenta. Carlos Brito, técnico do Rio Ave, apostou na continuidade, mudando muito pouco na equipa. Acrescentou Pateiro, no lugar de Bruno Gama, transferido para o D. Corunha, e deixou a promessa Júlio Alves no banco. No Braga houve uma autêntica revolução. Só Alan, Hugo Viana e Lima resistiram ao fim de um ciclo. Quim regressou para a baliza após longa paragem. O jogo até tinha motivos para ser interessante, devido ao duelo de Nuno Gomes e João Tomás, dois goleadores veteranos. Um duelo para Paulo Bento, seleccionador de Portugal, ver. O jogo começou logo com um golo (bem) anulado por marcado por João Tomás, após Saulo ter mandado a bola ao poste. Mas foi sol de pouca dura. Apenas registo para duas (boas) intervenções dos guardiões de Rio Ave e Braga, na primeira parte. Pouco para um jogo que tinha tudo para ser interessante. Carlos Brito aceitou a supremacia territorial do Braga, devido ao facto de se debater com falta de soluções no meio-campo. Nuno Gomes passava ao lado do jogo, daí que acabou por ser substituído, devido ao facto de não ter espaços na área vila-condense e de não ter assistentes à altura. Mossoró entrou aos 67 minutos. Com esta alteração, Pizzi voltou a ser extremo, Lima saiu da linha que não lhe servia. Alan ficou à direita, não aproveitando mais uma chance de golo, muito por culpa de Paulo Santos, guardião do Rio Ave. Assim seria até ao final do jogo, embora o Braga continuasse a pressionar. Este é um resultado que se aceita, muito por culpa da falta de qualidade atacante de ambas as equipas.

Resultado: 0-0

 

Sporting x Olhanense – Até este jogo, o começo da Liga estava a ser atípico. Sem casos de arbitragem, equipas pequenas a jogarem de forma totalmente aberta contra equipas grandes… Este jogo demonstrou aquilo que é o verdadeiro campeonato português: muitos casos de arbitragem, uma equipa (Olhanense) a defender o empate como pode, não se importando de jogar jogar feio, marcando um golo em dois remates que faz à baliza, durante todo o jogo. Carlos Xistra provou, uma vez mais, que não é árbitro para o futebol português. Já não bastava as (más) exibições que fez na época passada, nomeadamente no Braga x Benfica… Voltando ao jogo, este Sporting demonstrou aqui que é uma equipa com coração, mas precisa de mais ideias. Mas precisa, essencialmente, de melhores ideias, porque vai encontrar muito mais equipas com o estilo de jogo que a Olhanense apresentou em Alvalade. Aos 30 minutos, e contra a corrente do jogo, Wilson Eduardo marca um grande golo, e dá vantagem à Olhanense. Com este golo, Wilson Eduardo, um produto da Academia de Alcochete, provou que a nova política de contratações leonina não devia descurar aquilo que é feito na Academia do Sporting. Depois deste golo, surgiu o primeiro caso do jogo, Jeffren perde o discernimento e entra violentamente sobre Cauê. Jeffren viu o amarelo, mas devia ter visto o vermelho. Ao intervalo, Domingos Paciência, percebendo que havia um problema no meio-campo, tirou André Santos e meteu Izmailov. E o russo, quando está em condições, raramente joga mal. Para além do russo também entraram, mais tarde, Capel e Rúbio. Nesta altura, a Olhanense só defendia. Até que surgiu o caso do jogo: Postiga, em posição claramente legal, introduz a bola na baliza, e Xistra (muito mal) a invalidar um golo limpo. Até que, aos 77 minutos, Izmailov corrige Xistra, e repõe a igualdade no marcador. Este é um resultado que penaliza claramente o Sporting, porque não só a equipa leonina fez o suficiente para ganhar, como também a Olhanense não fez o suficiente para merecer empatar o jogo.

Resultado final: 1-1

 

Vitória de Guimarães x FC Porto – Em tudo este FC Porto é uma equipa de continuidade, quer na forma de jogar quer nos resultados que obtém. Para além de começar esta época como começou a anterior, ao ganhar a Supertaça Cândido de Oliveira, o FC Porto ganhou da mesma forma o seu jogo da 1ª jornada. Foi outra vez um penalty de Hulk que decidiu o jogo, só que o adversário não era a Naval, mas o Vitória de Guimarães. O Vitória de Guimarães exibiu-se de forma diferente do confronto da semana passada, na Supertaça. Por jogar em casa, a equipa de Manuel Machado foi uma equipa mais firme e com uma postura mais autoritária. Foi um jogo disputado com grande intensidade, impróprio para cardíacos. O FC Porto apresentou um onze onde incluía Otamendi e Guarín. Falcao ficou no banco. O Vitória apostava na velocidade do seu ataque e equilibrou forças com a inspiração de Barrientos, médio uruguaio de grande potencial. Barrientos pegou no jogo e atrapalhou a defensiva portista. Primeiro cruzou de letra, à imagem de Hulk na Supertaça, para remate frouxo de Toscano. Depois perdeu uma imensidão de tempo para rematar à baliza, saindo-lhe uma rosca. Perto do final da primeira parte, Leonel Olímpio carregou Sapunaru dentro da área, e Olegário Benquerença não tem dúvidas e assinala grande penalidade. Ao que tudo indica, parece existir falta dentro da grande área. E Hulk aproveita para inaugurar o marcador, naquele que seria o golo da vitória. Num duelo intenso e vivo, as únicas falhas a apontar é em relação ao estado do relvado e às (muitas) entradas ríspidas que ocorreram durante todo o encontro. Quase em cima do minuto 90, existe um lance duvidoso na grande área portista, com a bola a tocar na mão de Rolando. As repetições não ajudam a esclarecer, mas deixam muitas dúvidas. Em suma, o FC Porto mereceu esta vitória, e Vítor Pereira bem tinha avisado: “Quem se distrair, será surpreendido”. Foi o que aconteceu a Benfica e Sporting, que assim vêm o rival a ficar dois pontos à sua frente, logo na ronda inaugural do campeonato português.

Resultado: 0-1

 

Em relação aos outros jogos que se disputaram (ainda falta disputar o jogo União de Leiria x Académica), destaque vai para os muitos empates. Só duas equipas é que ganharam os seus jogos: o Porto ganhou ao Vitória de Guimarães e o Vitória de Setúbal começou da melhor maneira o campeonato, ao ganhar, por 2-1, ao Paços de Ferreira.

Para a semana há mais, não percam a crónica de antevisão da 2ª jornada desta edição de 2011/2012 da Liga Zon Sagres.

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