Análise da 2ª jornada da Liga Zon Sagres

logo zon sagresEsta foi uma jornada com jogos pouco emotivos e com alguma polémica à mistura, principalmente devido à questão da arbitragem do jogo entre o Sporting x Beira-Mar (questão que analisarei em conjunto com a análise do jogo entre a equipa aveirense e leonina). De seguida deixo-vos com a análise dos jogos mais importantes da 2ª jornada da Liga Zon Sagres.

FC Porto x Gil Vicente – Foi um jogo mediano, muito mal disputado na primeira meia hora pelos campeões nacionais. Logo aos dois minutos Sapunaru perde uma bola para Hugo Vieira e acabou com Otamendi a derrubar o jogador gilista e o árbitro a assinalar (bem) grande penalidade. O árbitro só pecou por não ter mostrado cartão vermelho ao jogador azul-e-branco. João Vilela tratou de converter a grande penalidade e o Gil Vicente não poderia esperar melhor arranque, estava em vantagem logo nos primeiros minutos do jogo, com o Porto a ter que correr atrás do prejuízo. O FC Porto continuou a jogar mal, mesmo após ter conseguido dar a volta ao marcador, primeiro por Hulk na conversão de uma grande penalidade algo duvidosa. Depois foi Sapunaru que, de cabeça, marcou o golo da reviravolta azul-e-branca. Mesmo após consumada a reviravolta, a equipa comandada por Vítor Pereira revelava alguma “timidez” em assumir o jogo, e o Gil Vicente aproveitou-se disso, e fez o seu jogo. Nessa altura a equipa de Barcelos era certinha na defesa, desenvolvia o seu jogo pelas suas alas, e perturbava os campeões nacionais no ultimo terço do campo. Destaques para Hugo Vieira, para o guarda-redes Adriano Facchini e o médio João Vilela. Nesta primeira parte, notou-se que a equipa portista pensava muito em Falcao, avançado colombiano que foi contratado pelo Atlético de Madrid. Se quiser surpreender o Barcelona, no jogo da Supertaça Europeia, os comandados de Vítor Pereira têm que esquecer o colombiano e arranjar uma solução interna para superar a perda de um jogador que marcou o coração dos adeptos portistas. Na segunda parte viu-se um FC Porto diferente. Mais responsável, mais inteligente a gerir o jogo, mais racional. Para facilitar o jogo, Hulk marcou o golo da noite, com um pontapé fenomenal, na marcação de um livre directo. O próximo jogo do FC Porto é contra o Barcelona, para a Supertaça Europeia, este fim-de-semana.

Resultado final: 3-1

 

Benfica x Feirense – Este foi um jogo mais difícil do que era esperado para o Benfica vencer. Muito por culpa dos próprios jogadores encarnados, que foram muito displicentes a partir do momento em que marcaram o primeiro golo, por intermédio de Nolito. Tanta displicência que depois tiveram que correr atrás dos 3 pontos e se não fosse por Cardozo e Maxi muito provavelmente a equipa de Jorge Jesus tinha somado mais um empate. Bruno César, num magistral pontapé de fora da área, fechou o marcador (3-1), num jogo em que as transições ofensivas e as compensações defensivas não foram bem feitas. Nolito marcou o seu quinto golo em cinco jogos oficiais, igualando assim um recorde de Eusébio, falta só saber se haverá seis em seis. No jogo frente ao Twente, esta quarta feira, saberemos…Jorge Jesus voltou ao habitual 4x4x2, estreando Capdevila, que parece encaixar melhor no esquema ofensivo que Emerson. Ao que parece o treinador dos encarnados só irá utilizar Witsel e Emerson em momentos em que a equipa precise de ter mais controlo e elasticidade táctica. Saviola e Cardozo voltaram a fazer a habitual dupla atacante, mas o argentino quisesse experimentar partir mais atrás, através de combinações com Aimar. O Feirense entrou para este jogo sem grandes expectativas, algo macio e pouco conclusivo nas suas acções defensivas, mas o Benfica não ia para cima do adversário, nem “bombardeava” a grande área do Feirense com remates e centros, tentando por todos os meios sentenciar a partida. Por isso, o Feirense ira resistindo, esperando por um golpe de sorte que permitisse sair do Estádio da Luz com um bom resultado. O primeiro golo da partida surgiu para o Benfica, por intermédio de Nolito, aos 14 minutos. O facto do golo ter surgido muito cedo contribuiu para o excesso de confiança da equipa encarnada que, após o golo, limitou-se a gerir o resultado, em vez de procurar o segundo golo. O intervalo surgiu com a ideia que o resultado era curto. Uma bola ao poste de Gaitán e umas quantas defesas de Paulo Lopes justificavam outro resultado ao intervalo. No início da segunda parte, a s apatia do Benfica não era surpreendente. O que foi surpreendente foi que, no resultado dessa apatia, o Feirense aproveitou para empatar a partida, aos 53 minutos, por intermédio de Rabiola. Garay esqueceu-se de sair para o fora-de-jogo, mas toda a equipa foi culpada pela forma como abordaram o lance. Toda a energia que faltou até então, regressou porque era preciso, mas esta situação era desnecessária se os encarnados tivessem sentenciado o jogo. Jorge Jesus viu (bem) que Gaitán estava mal, tirou-o e meteu Witsel em jogo. O 2-1 surge na direita, onde estava o belga, mas foi muito devido ao mérito de Maxi, que passou dois adversários, antes de cruzar para Cardozo (onde estavam os adeptos encarnados que o tinham assobiado?), que marcou o 2-1, aos 75 minutos. O Benfica ainda passou por alguns calafrios após o golo de Cardozo, principalmente quando viu Ludovic cair na área, empurrado por Javi Garcia. O árbitro fez vista grossa ao lance, deixando passar um claro uma grande penalidade. Depois disto, Bruno César passou por dois adversários e encheu o pé para o golo da noite, em cima do minuto 90. Fica para história o resultado e a primeira vitória do Benfica no campeonato, mas fica a ideia que há muitas coisas a rever para o jogo da Champions, já esta quarta-feira, frente ao Twente, jogo esse que é decisivo para o apuramento para a fase de grupos da liga milionária.

Resultado final:3-1

 

Beira-Mar x Sporting – Este foi um jogo que deu polémica deste o momento em que foi conhecido o árbitro nomeado para este jogo. Que o Sporting critique a arbitragem depois de realizados os jogos, tudo bem! É condenável, devido ao facto de se parecer desculpar que não ganhou devido à arbitragem, mas aceita-se. Foi o que se passou no jogo da anterior jornada, em que o Sporting teve óbvias razões de queixa, mas não foi só por isso que ganhou o jogo. Agora, criticar a arbitragem antes de acontecer os jogos, não só é condenável como deplorável, e isso não se pode aceitar. Chama-se a isso condicionar a arbitragem. Por muito que os árbitros tenham que estar habituados a este tipo de pressão, caso João Ferreira cometesse o mínimo erro que fosse, caía o Carmo e a Trindade. E os árbitros são humanos, logo estão sujeitos a cometer erros. Daí que João Ferreira tenha pedido escusa do jogo. Concordando ou não, tem que se compreender a decisão do árbitro internacional português. Voltando ao jogo, não havendo árbitro disponível para arbitrar, teve que se escolher um árbitro nas bancadas no Municipal de Aveiro. Fernando Martins, árbitro dos escalões distritais de Aveiro, foi o escolhido. E, na minha opinião, teve uma arbitragem muito, mas mesmo muito melhor que a de muitos árbitros do 1º escalão português. Logo, com uma boa arbitragem, não havia desculpas para Domingos Paciência dar se não ganhasse o jogo. Estava assim reunidas as condições para a equipa leonina ganhar. Mas não foi isso que aconteceu. Como disse anteriormente, tivemos um árbitro de 1ª categoria, mas o jogo foi de um nível só visto nos distritais. Domingos Paciência estreou Wolfswinkel, Capel jogou no lugar de Jeffren e André Santos cedeu posição ao criador Matías Fernández. Mas nem estas alterações surtiram efeitos práticos. Ao fim de meia hora de jogo, a equipa leonina tinha apenas 1 remate efectuado e um par de cruzamentos. Pior foi o facto de, depois do intervalo, o Sporting não mudou muito. Na segunda parte, apenas Capel merecia o 1-0. Era o único jogador que tentava imprimir alguma velocidade ao ataque leonino. Mas só Capel não chegava. O Beira-Mar não podia fazer muito, já que o empate era um excelente resultado para os aveirenses. Mas o Sporting, na sua condição de grande, tinha a obrigação de fazer mais e melhor. Com este empate, o Sporting fica já a 2 pontos do Benfica e a 4 do FC Porto, desta vez por exclusiva culpa própria. Com esta desvantagem para os mais directos adversários, com apenas 2 jornadas jogadas, este leão tem de acordar, caso contrário os assobios ouvidos no final desta partida irão subir de tom.

Resultado final: 0-0

 

Braga x Marítimo – Como tenho dito anteriormente, este Braga está em construção, devido ao começar de um novo ciclo com a entrada de Leonardo Jardim para o comando técnico do Braga. Se o pensamento de Leonardo Jardim for: primeiro ganhar, para ganhar confiança, e só lá mais para a frente jogar bem, então está tudo bem para os lados de Braga. Mas se Leonardo Jardim querer imediatamente por a equipa a jogar bem, então o treinador madeirense tem motivos para estar preocupado. Embora a equipa minhota tenha ganho confortavelmente, podendo mesmo ter ganho por uma vantagem maior, ainda não deslumbra, longe disso. Para os adeptos minhotos, comparando este jogo com certos jogos da época passada, conclui que existe uma grande redução da qualidade do jogo. Pode analisar-se a situação de duas maneiras diferentes. A mais sensata é dar tempo a esta equipa, e esperar para ver o que acontece no jogo frente à equipa suíça dos Young Boys. Muito se jogará e decidirá neste jogo. Analisando o jogo, até ao golo de Elderson, aos 47 minutos, o duelo foi um deserto de ideias, com duas equipas sem fio de jogo, com duas equipas completamente desorientadas em campo, com excepção feita a uma fuga de Mossoró e a duas ou três jogadas geniais de Pizzi. Estando em vantagem, o Braga uniu as linhas e tornou-se mais compacto e mais inteligente. Soube gerir a bola, encarregou Pizzi de dinamitar as linhas contrárias e jogou no seu meio campo quando convidava o Marítimo a atacar. Em relação à equipa insular, Heldon e Sami foram uma nulidade. Foram raras as vezez que Baba tocou na bola. Danilo Dias foi o único que escapou. Mas no momento em que parecia que estavam dispostos a atacar a grande área bracarense, o Marítimo sofre o segundo golo, num livre de Lima, sentenciando o jogo. Concluindo: para chegar à fase de grupos da Liga Europa, o Braga precisa de fazer bem melhor do que fez neste jogo.

Resultado final: 2-0

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