Crítica: “Conan” é vazio em qualidade, cheio em efeitos visuais

O lendário guerreiro bárbaro regressa às salas de cinema numa nova versão, que em nada se relaciona com os clássicos filmes com Arnold Schwarzenegger, e que consiste numa chuva de efeitos visuais que se esquece de incluir um argumento, personagens e representação de qualidade.

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Chega hoje às salas de cinema o aguardado filme Conan, O Bárbaro. Depois de sete anos em desenvolvimento, o bárbaro mais famoso volta a empunhar a sua espada no grande ecrã, numa versão que em nada se liga aos clássicos filmes protagonizados por Schwarzengger, criando assim uma reinvenção do guerreiro da Ciméria.

Uma demanda que começa por vingança pessoal contra o feroz guerreiro Cimério, depressa se transforma numa batalha épica contra violentos rivais, terríveis monstros e probabilidades impossíveis, à medida que Conan se apercebe que é a única esperança para salvar as grandes nações de Hyboria da invasão do reino pelo mal sobrenatural.

Logo desde os primeiros dois minutos, o filme mostra logo o seu carácter violento quando o espectador vê imensos membros do corpo humano serem cortados e pessoas a gritar e a morrer. A violência gráfica predomina em toda a película e não apazigua em momento nenhum.

DSC_0796_D31 (78)Com o desenrolar do filme, nota-se a fraca qualidade de argumento e representação por parte dos actores. O diálogo deixa muito a desejar e as populares piadas que o herói profere antes de matar alguém não chegam nem para o espectador dar um soluço. Os actores, sendo um elenco que não é novato no mundo do cinema (como Ron Perlman que fez de Hellboy), provavelmente não se lembraram de fazer uma representação mais profissional. Tudo isto acaba por definir o filme como mais um do género de vingança e de salvamento da donzela em perigo.

O que se pode favorecer em Conan, O Bárbaro são os seus efeitos visuais, a fotografia, guarda-roupa e maquilhagem. Sendo um filme épico, podemos vislumbrar paisagens fantásticas de montes, serras e florestas verdejantes, e os efeitos especiais levaram um bom tratamento, ou não fosse este um filme de fantasia. A maquilhagem está aplicada de modo estonteante e o guarda-roupa apresenta um visual mais moderno.

Portanto, enquanto a sua violência descritiva e implacável é o mais fiel possível aos livros de Robert E. Howard, criador de Conan, o filme põe de parte qualquer qualidade a nível de interpretação dos actores, construção de personagens e de guião, dando mais primazia a efeitos visuais e especiais, num 3D que é desnecessário.

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