Robert Rodriguez regressa na cadeira de realizador com mais um filme duma série infantil, que já teria terminado, com resultados maus e totalmente desadequado aos cinemas.
Estreia agora um novo capítulo na saga Spy Kids. Era suposto ser apenas uma trilogia, no entanto o realizador Robert Rodriguez decidiu regressar aos filmes infantis de espiões com Spy Kids: Todo o Tempo do Mundo em 4D. Grande erro.
Quando o mundo de Marisa Cortez Wilson (Jessica Alba), um antiga agente secreta, fica virado do avesso pela ameaça do vilão Time Keeper (Jeremy Piven), ela é obrigada a regressar ao activo para salvar o mundo. Mas desta vez conta com a ajuda de Rebecca (Rowan Blanchard) e Cecil (Mason Cook) os seus dois filhos gémeos de 10 anos, que se tornam os novos agentes da divisão secreta SpyKids.
Com o apoio dos já conhecidos elementos da família SpyKids, Carmen (Alexa Vega) e Juni Cortez (Daryl Sabara), e a ajuda de fantásticas armas secretas, Rebecca e Cecil talvez cheguem a tempo de salvar o mundo da terrível ameaça de Time Keeper.
O primeiro filme, Spy Kids (2001), chegou ainda num momento em que as comédias infantis
tinham muito sucesso e o público adulto em geral passava um bocado a vê-los tão bom quanto o dos mais novos. Infelizmente, as comédias têm perdido do seu vigor e, apesar das tentativas de muitos cineastas, ainda ninguém reavivou a comédia que tanto gostávamos. Spy Kids 2: A Ilha dos Sonhos Perdidos (2002) já tinha menos qualidade e Spy Kids 3D: Game Over (2003) foi péssimo. Spy Kids: Todo o Tempo do Mundo está intragável.
As representações dos actores está extremamente corrosiva. Jessica Alba, que não tem recebido bons créditos pelos seus fracos últimos trabalhos, parece decidida a acabar com a sua carreira. Rowan Blanchard, Mason Cook, Joel McHale e Jeremy Piven têm prestações de fugir. Nem a presença se Alexa Vega e Daryl Sabara (os Spy Kids originais) está de se louvar, ainda mais porque interpretam papéis que lhes ficava bem quando eram crianças, não agora que são adultos.
O argumento apresenta uma enorme fraqueza e o humor não é levado a sério. Os momentos cómicos são de prever e de pouca qualidade. O público mais jovem poderá achar um pouco cómico mas terá de ser alguém que veja o filme sem saber o que se está a passar.
Durante uma hora e trinta minutos, o espectador é bombardeados com efeitos especiais baratos e uma acção que é inexistente visto que os personagens passam grande parte do filme “congelados” (quem for ver vai entender).
Um ponto a salientar é a tecnologia usada no filme. O marketing feito gira todo em torno do uso do 4D, mas fica já avisado quem tiver curiosidade de que primeiro se deve certificar de
que a sala de cinema está equipada para 4D, caso contrário estará apenas a ver um filme 3D suportado pela técnica do Aroma-Scope, que consiste num cartão numerado (imagem) onde o espectador terá de esfregar o dedo no número que surgir no ecrã e, depois, cheirar. É de realçar que o 3D está muito bem usado no filme, que está construído para ser visto desta maneira.
Spy Kids: Todo o Tempo do Mundo é um filme fraco em qualidade que apenas poderá conduzir pessoas ao cinema pelo uso do 4D, mas que mais valia ser um telefilme infantil; só desta forma a fraca qualidade estaria justificada.

















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