Crítica: “As Serviçais” é uma obra apaixonante para se ver

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Estreia este mês nas salas portuguesas um filme cru, realista e apaixonante sobre a cruel realidade em que a população de raça negra dos estados sulistas da América do Norte vivia e sobre a única rapariga de raça branca que desafiou tudo e todos para ajudar um grupo de empregadas numa pequena cidade do Mississippi.

 

Kathryn Stockett levou cinco anos a escrever o seu primeiro livro e ainda enfrentou 60 rejeições de editoras que não quiseram publicá-lo. Até que em 2009, uma agente decidiu confiar nela e aceitou representá-la e publicar a obra. Desde então, o livro já foi publicado em 35 países e três línguas e passou mais de cem semanas no topo da lista de best-sellers no New York Times. Esse livro chama-se As Serviçais.

 

Em 2010, Tate Taylor, amigo de infância de Stockett, escreveu o argumento do filme para o cinema e, este mês, chega ao cinema As Serviçais, com um elenco de luxo e uma história cativante sobre a realidade vivida no Mississippi na época em que Martin Luther King lutava pelos direitos da população de raça negra.

 

Skeeter (Emma Stone) tem vinte e dois anos e acabou de regressar da universidade a Jackson, Mississippi. Mas estamos em 1962, e a sua mãe só irá descansar quando a filha tiver uma aliança no dedo.

 

Aibeleen (Viola Davis) é uma criada negra, uma mulher sábia que viu crescer dezassete crianças. Quando o seu próprio filho morre num acidente, algo se quebra dentro dela.

 

Minny (Octavia Spencer), a melhor amiga de Aibileen, é provavelmente a mulher com a língua mais afiada do Mississippi. Cozinha divinamente, mas tem sérias dificuldades em manter o emprego... até ao momento em que encontra uma senhora nova na cidade.

 

Estas três muito diferentes personagens extraordinárias irão cruzar-se e iniciar um projecto que mudará a sua cidade e as vidas de todas as mulheres, criadas e senhoras, que habitam Jackson.

 

Este trata-se de um filme cru, duro e realista que relata as más condições e abusos que a população de raça negra vivia às mãos da população branca nos estados sulistas da América do Norte. Esta realidade do passado, apesar de já não existir tão fortemente, ainda se pode notar minimamente em muitos cantos da nossa sociedade, principalmente na facção muito conservadora. A história é forte e agarra-nos logo desde início. Ficamos apaixonados pelas personagens e queremos ajudá-las a superar os suplícios da sociedade.

 

As emoções fortes que o público poderá sentir ao ver o filme, são incentivadas por um elenco talentoso. Emma Stone revela-se cada vez mais um novo talento de Hollywood. Viola Davis, nomeada ao Óscar de Melhor Actriz Secundária em Dúvida (2008) arrisca-se a levar a estatueta desta vez, na próxima cerimónia. Octavia Spencer tem aqui um papel principal que nunca teve e está deslumbrante.

 

O argumento apresenta uma adaptação muito boa e forte. Equilibra os momentos de comédia com os momentos dramáticos de forma igualitária. Nenhum momento e nenhuma personagem é deixada de parte.

 

Verdadeiro, apaixonante e bem escrito, As Serviçais é um filme que vale a pena ver e pode ser um forte candidato aos Óscares 2011.

 

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