Crítica: “A Coisa” traz do passado o material de que era feito o terror

A Coisa é uma prequela que se apresenta como um  thriller de ficção científica que não mostra muita originalidade em relação ao filme de John Carpenter, Veio do Outro Mundo, de 1982, mas é fiel ao antecessor e entretém mesmo o público que não viu o filme original.

 

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Esta semana chega às salas de cinema portuguesas o thriller A Coisa, prequela de ficção científica e terror do original Veio do Outro Mundo, realizado por John Carpenter.

Antárctica, um continente extraordinário de peculiar beleza. É também abrigo para um recôndito posto avançado, onde uma descoberta científica cheia de possibilidades se torna numa missão de sobrevivência, quando uma equipa de cientistas internacionais desenterra um extraterrestre.

A criatura que altera a sua forma liberta-se acidentalmente neste campo isolado, tendo a capacidade de se transformar numa réplica perfeita de qualquer ser humano. Por fora é igual a qualquer um de nós, mas por dentro é tudo menos humano. No thriller A Coisa, a paranoia espalha-se como uma epidemia entre o grupo de investigadores, à medida que ficam afetados, um por um, por este mistério vindo do outro planeta.

A paleontologista Kate Lloyd (Mary Elizabeth Winstead) viajou para a uma região remota para a expedição da sua vida. Juntando-se a uma equipa de cientistas noruegueses que se deparam com uma nave extraterrestre enterrada no gelo, descobre um organismo que parece ter morrido num acidente, há muito tempo atrás. Mas este está prestes a acordar. E neste vasto e intenso terreno, um parasita que consegue transformar-se em tudo o que toca, irá pôr humano contra humano enquanto tenta sobreviver por si mesmo.

O filme surge como uma prequela e faz todo o esforço por seguir esse caminho. No entanto, como era de prever pelo trailer e cartazes promocionais, este funciona quase como um remake. O seu enredo e desenrolar da acção são muito semelhantes à versão de Carpenter, com a adição de uns pequenos detalhes como a descoberta da criatura e uma pequena incursão à nave espacial.

A película pode congratular-se pelo seu elenco, que nos entrega interpretações sólidas. Mary Elizabeth Winstead já nos conquistou anteriormente pela sua energia cativante em Scott Pilgrim Contra o Mundo e O Último Destino 3 e, em A Coisa, continua a proporcionar uma performance excelente. Também se pode incluir os efeitos especiais, que são q.b. e impressionantes.

Este é um filme que funciona também como uma homenagem ao original que se tornou um filme de culto. O clima de desconfiança e tensão descritos no filme são agradavelmente semelhantes ao original, ainda mais intensificados com o uso da música temática que gera arrepios.

O filme poderá agradar a quem desconhece o original de Carpenter e adora um bom thriller de ficção científica cheio de suspense. Quem já conhece o original, não achará o filme muito diferente do original mas numa coisa se pode concordar: original ou não, o filme traz-nos do passado o material de que eram feitos filmes de terror.

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