O penúltimo capítulo da popular Saga Twilight, Amanhecer Parte 1, dá início ao final de uma franchise de sucesso que conquistou adolescentes por todo o mundo. O resultado desta primeira parte não aparenta bons resultados, pela sua falta de empenho em dar um final digno à saga.
Estreia esta semana nas salas de cinema A Saga Twilight: Amanhecer – Parte 1. Como o nome indica, trata-se da primeira de duas partes da adaptação cinematográfica da última obra da famosa colecção criada por Stephenie Meyer, cujo sucesso rivalizou com Harry Potter.
Neste penúltimo capítulo, a alegria de Bella Swan (Kristen Stewart) e Edward Cullen (Robert Pattinson), recém-casados, é interrompida quando uma série de traições e situações adversas ameaçam destruir o mundo deles. Após o casamento, Bella e Edward viajam até ao Rio de Janeiro para a lua-de-mel, onde finalmente se entregam a suas paixões. Bella logo descobre que está grávida, mas a chegada da filha, Renesmee, coloca em movimento uma perigosa cadeia de eventos.
Tal como os seus antecessores, o filme sofre de uma forte ataraxia. O enredo e o desenrolar da acção possuem um carácter monótono, deixando o público às voltas na cadeira. Ainda desconcertante é o facto da acção do filme estar a decorrer quando o filme começa, parecendo que a película já começou a meio.
De seguida, assiste-se a uma aceleração desinquietante. Esta trata-se da primeira parte do final de um fenómeno adolescente mundial, logo por aí há que respeitar a sua essência. O enredo evolui muito rápido, não dando ao espectador tempo para se apegar a algum momento específico.
Os cortes feitos na história, em relação ao livro, também são notáveis. É certo que o livro Amanhecer é o mais extenso da saga (756 páginas), daí a decisão de o dividir em dois filmes. No entanto, o tratamento devido não foi dado. A duração de 1h48m é portanto, desadequada. O tamanho da obra e a divisão em dois filmes ficaria melhor com um filme de 2h30, pois permitiria uma melhor fidelidade e um melhor tratamento à obra, o que não aconteceu. Ainda mais agravante é o facto da autora dos livros, Stephenie Meyer, fazer parte da produção destes dois últimos filmes e permitir estas falhas.
É um filme feito à pressa, com argumento fraco e pouco cativante, desiludindo até quem não é admirador desta franchise devido, usando a popular expressão, à sua falta de chá.
As representações e efeitos especiais são semelhantes à dos filmes anteriores: falta de química, sensacionalista e uma autêntica novela mexicana. Não há abuso de efeitos especiais, mas também não há originalidade. Nem existe uma banda sonora cativante que preveja um final em grande.
Em suma, A Saga Twilight: Amanhecer – Parte 1 marca o início do fim de uma saga de sucesso que não está a receber o tratamento devido; não existe aquele sentimento de fim que marca o final de sagas populares (Harry Potter, Senhor dos Anéis, Star Wars). É uma película fraca que poderia estar melhor adaptada, escrita e construída e só mesmo um fã hardcore achará o filme “emocionante”. A verdade é que este pode mesmo ser o pior filme da saga.
















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