Pode dizer-se que foi uma boa lição dos estudantes ao actual detentor da Taça de Portugal. A equipa do FC Porto não tinha ponta por onde se pegasse, e ainda conseguiu acabar a primeira parte sem fazer um único remate à baliza! Sofreu golos imperdoáveis, para uma equipa que queria conquistar todas as competições em que estava inserida. Os portistas começaram da pior forma possível um ciclo de três jogos que podem decidir a época azul-e-branca. Na quarta têm um jogo que decide o futuro da equipa portista na Liga dos Campeões, frente ao Shakhtar, na Ucrânia. Depois recebem o Braga, a contar para a Liga. Começa a ficar muito reduzida a margem de manobra de Vítor Pereira…
Vítor Pereira fez três alterações em relação ao último jogo. Bracali foi o eleito para a baliza, colocou Otamendi, de forma a poupar Mangala, e lançou Walter e Varela na frente do ataque, resguardando James Rodriguez e Kléber, que tinham vindo das respectivas selecções.
A equipa azul-e-branca começou muito mal o jogo. Não tinha intensidade, parecia que os jogadores não queriam atacar, não estavam inspirados. Muito rapidamente entraram num estilo de jogo previsível, sem qualquer tipo de imaginação. Os comandados de Vítor Pereira foram-se arrastando desta forma até ao final da primeira parte. Quase que a Académica poderia vencer o jogo por falta de comparência azul-e-branca.
O inicio da segunda parte prometia um FC Porto diferente. Fernando permitiu a Ricardo fazer a defesa da noite. No lance imediatamente a seguir, Maicon atira às malhas laterais. A equipa portista dava indícios de querer sair de uma letargia que tinha durado 45 minutos. Walter esteve muito perto de inaugurar marcador, e Hulk rematou com enorme violência à baliza, com o guarda-redes da Académica a fazer uma defesa complicada.
Embora o FC Porto tivesse mais perigoso, a Académica continuava a acreditar na vitória. Adrien ameaçou num livre, e depois foi a vez de Éder assustar Bracali. Mas, como diz o ditado popular, à terceira ocasião foi de vez. Maicon ficou a ver Sissoko correr e Marinho só teve que encostar.
Maicon esteve na origem do segundo golo da Académica, por ficar parado a pedir uma falta (inexistente), abrindo a porta a Hélder Cabral. A partir daí, o lance do segundo golo foi semelhante ao do primeiro, só que desta vez foi Adrien que só teve que encostar.
Mas o jogo ainda não tinha acabado e, para finalizar a humilhação, Diogo Valente fez o terceiro da noite.
À 41 anos que a Académica não vencia o FC Porto, que continua uma sombra daquilo que foi na última temporada, saindo da Taça de Portugal depois de três anos consecutivos a vencer a competição.
















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