A 33ª edição do Dakar, a prova mais dura de todo-o-terreno, começa amanhã, dia 1 de Janeiro. Embora já não passe pelo continente africano, onde terminava em Dakar, a mais importante prova de todo-o-terreno do Mundo ainda continua a despertar grandes emoções entre os muitos fãs desta prova.
A edição deste ano conta com algumas novidades, mas a mais sonante é o local escolhido para o final da 33ª edição do Dakar: Lima, capital do Peru, foi a cidade escolhida para o final do Dakar, recebendo os pilotos no dia 15 de Janeiro. Até lá, os pilotos que ambicionarem chegar ao final, vão ter que passar por uma dura prova de 15 dias (contando com um dia de descanso), em que vão haver 14 etapas, passando por 3 países (Argentina, Chile e Peru), num total de 8300 km que as 465 equipas inscritas na prova vão ter que percorrer.
Nos carros, Stéphane Peterhansel é o principal favorito à conquista do Dakar. O piloto francês conta com 9 triunfos na mítica prova (seis nas motos e três nos carros) e tem a tarefa facilitada este ano por não ter nenhum outro piloto que este ano esteja à altura do consagrado piloto francês.
Mas não nos podemos esquecer que o Dakar é perito em surpresas, dado tratar-se de uma prova muito dura para os carros e para o próprio piloto. Portanto, Peterhansel vai ter que lutar até ao fim, enquanto que os seus adversários vão estar à espera de um deslize. Mas o facto de, quer a Mitsubishi quer a Volkswagen, não participarem nesta edição do Dakar, abre completamente o caminho à vitória final do piloto francês.
A MINI é a única equipa capaz de partir com garantias de sucesso. Fora da discussão pela vitória final está o vencedor do ano passado, Nasser Al-attiyah. O piloto não conseguiu formar um projecto com garantias de poder lutar pelo título, e realizar a prova no Hummer de Robby Gordon surgiu quase por milagre.
Na luta pelo pódio pode também entrar Giniel de Villiers, em Toyota, e os portugueses Ricardo Leal dos Santos (MINI) e Carlos Sousa (Great Wall Motors) querem andar na frente e surpreender quando se fizerem as contas no dia 15 de Janeiro.
Nas motas, a única certeza é que a vitória final vai ser discutida entre os dois pilotos da KTM: Coma e Despres. Nas últimas seis edições, estes dois pilotos têm alternado na vitória e Coma parte para esta edição como o nº1, depois de ter vencido a última edição. Estes dois pilotos têm a vantagem de ter uma equipa montada pela KTM para vencer.
Mas há um piloto que, este ano, se quer intrometer na luta pela vitória final do Dakar: o português Hélder Rodrigues. Pese embora as dificuldades financeiras que o piloto de Sintra tem sempre que põe de pé o projecto de participação no Dakar, Hélder Rodrigues quer melhorar o 3º lugar conquistado na última edição do Dakar.
Nas duas rodas, Portugal “arrisca-se” mesmo andar na ribalta neste Dakar. Para além de Hélder Rodrigues, outros pilotos partem com expectativas de conseguir vitórias e acabar nos primeiros lugares.
Rúben Faria, colega de Cyril, quer sair da sombra do francês e acabar entre os cinco primeiros, e Paulo Gonçalves, inserido na equipa oficial Husqvarna Speed Brain, quer ultrapassar o azar das últimas dias edições e vencer etapas para chegar ao pódio.
















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