O ex-Beatle Paul McCartney revelou que irá lançar em Fevereiro um novo disco. Será um trabalho de tributo aos seus clássicos de eleição e conterá, ainda, duas canções inéditas. A Universal Music Portugal revelou em comunicado de imprensa:
“Apesar de muitos artistas serem constantemente questionados acerca das músicas que influenciaram as suas criações, essa não é uma pergunta à qual Paul McCartney normalmente tenha que responder – até agora. Paul está prestes a oferecer um vislumbre às «canções que inspiraram as canções», com o lançamento de um novo álbum, composto pelos clássicos que ouviu ao longo da sua infância – além de duas novas composições assinadas por Paul McCartney: o disco, ainda sem título, vai ser editado pela Hear Music/Concord Records a 6 de Fevereiro de 2012.
Com o auxílio de Tommy LiPuma, o produtor já premiado com um Grammy, e de Diana Krall e da sua banda – além das participações especiais de Eric Clapton e Stevie Wonder –, o novo álbum de Paul McCartney é uma viagem pessoal pelas obras clássicas americanas que, em alguns casos, Paul começou por ouvir em casa, interpretadas pelo seu pai, ao piano. Este é o disco que Paul tem vindo a imaginar há mais de 20 anos – e será, provavelmente, a última coisa que os seus fãs esperariam. «O que acabei por concluir foi “a sério, se não fizer isto agora, nunca vou fazer”», afirma.
Em suma, Paul acredita que chegou a hora de «as canções nas quais eu e o John (Lennon) baseámos um boa parte do nosso trabalho» receberem o reconhecimento que merecem. Além disso, o álbum também apresenta um par de novas criações originais de Paul McCartney, dentro do espírito dos referidos clássicos.
«Quando comecei a compor, percebi que estas canções estavam muito bem estruturadas e acho que boa parte do que aprendi foi com elas», explica Paul. «Sempre adorei a frescura de artistas como Fred Astaire. Compositores como Harold Arlen, Cole Porter, todos esses tipos – simplesmente, achava que as suas canções eram mágicas. À medida que me fui tornando compositor, sempre considerei belíssima a maneira como eles fizeram aquelas canções».
Decidido a abordar o disco de uma forma inovadora e única, McCartney assegurou a ajuda de LiPuma e de Diana Krall e da sua banda que estavam em total sintonia com o ímpeto de Paul e com a sua emoção por esta música. Em estúdio, a gravação do álbum foi, igualmente, um novo desafio para Paul que, pela primeira vez, cantou na cabine de voz sem qualquer instrumento – nem guitarra nem baixo nem piano –, o que resultou numa interpretação vocal sem precedentes na sua carreira.
Como Paul McCartney acrescenta:
«foi tão espontâneo, quase orgânico, que me fez recordar a maneira como trabalhávamos nos Beatles. Trazíamos uma canção, pensávamos um pouco nela e, quando encontrávamos o seu caminho, dizíamos “ok, vamos gravar um ‘take’”. Quando toda a gente tinha ficado com uma ideia do que estávamos a fazer, aprendíamos a canção. E era isso que fazíamos: gravávamos ao vivo, no estúdio. Para mim, era importante fugir da escolha de canções mais óbvias. Por isso, muitos destes clássicos não são conhecidos da maioria das pessoas. Espero que estejam preparados para uma agradável surpresa».
O álbum foi gravado no lendário Capitol Studios, em Los Angeles, em Nova Iorque e em Londres, ao longo de 2011. Eric Clapton e Stevie Wonder participam como convidados, na interpretação das suas canções originais, «My Valentine» e «Only Our Hearts», respectivamente.
O alinhamento final será anunciado em breve.”
FONTE: Universal Music Portugal
















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