Crítica: “Ghost Rider 2” é uma reinvenção instável e fraca



855481 - Ghost Rider: Spirit of Vengeance


Da Columbia Pictures e da Marvel Knights, chega-nos a nova aventura de acção do famoso motoqueiro amaldiçoado. Ghost Rider, de 2007, foi a primeira adaptação da BD da Marvel, que deixou os fãs da franchise pouco satisfeitos e os críticos condenaram. Contudo, a sua popularidade ajudou o filme a ser um modesto sucesso de bilheteira. Temos agora a nova sequela/reboot, Ghost Rider: Espírito de Vingança. O resultado? Pior que o primeiro filme.
Nicolas Cage está de volta no papel de Johnny Blaze. Em constante luta com a maldição que carrega consigo, escondido numa zona remota da Europa Oriental, Johnny é recrutado por uma seita secreta da Igreja para salvar um rapaz do demónio. No início, Johnny está relutante em abraçar o poder do Ghost Rider, mas esta é a única forma de proteger o rapaz e, possivelmente, de se livrar para sempre da maldição.
Este filme é mais um caso hollywoodiano de um projecto que não levou o tratamento que deveria ter levado. O seu argumento fraco está cheio de lacunas e, tal como no primeiro filme, o enredo é muito desequilibrado: no primeiro filme temos muitos momentos parados e pouca acção, enquanto este tem mais acção e poucos momentos sérios, com personagens que não param um momento para nos explicar coerentemente o que se está a passar. Isto num filme com uma história um pouco rebuscada e pouco aprofundada.
Nesta reinvenção, os efeitos especiais estão ligeiramente melhores que no primeiro filme. O casaco de cabedal a borbulhar e a caveira escurecida do fogo dão ao Rider mais realismo que a simples caracterização usada na adaptação de 2007. No entanto, a mota do primeiro filme era melhor, mais hardcore digamos.
Em termos de representação, está lastimoso. Nicolas Cage parece estar numa espiral descendente. As suas escolhas de papéis têm-se mostrado muito infrutíferas e o seu acting está cada vez mais ridículo, ao ponto de já não ser levado a sério. Curiosamente,isto começou aquando do lançamento de Ghost Rider, em 2007.
Ghost Rider: Espírito de Vingança é um filme instável e incoerente, que serve meramente para entreter, mas de um entretenimento barato e sem jeito, que torna o primeiro filme melhor. Desnecessário, também, é o 3D, já que o filme não oferece razões para ser visto de tal modo.

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