Criação de um novo aparelho aéreo capaz de executar ações sem interferência do ser humano levanta questões acerca da responsabilização das ações letais do mesmo.
Uma pergunta simples, de resposta evidente. Após uma aprofundada análise da temática, torna-se possível verificar que, de futuro, as novas tecnologias de guerra trarão problemas inevitáveis, tanto ao próprio ser humano como ao planeta em que habitamos.
Um bom exemplo disso, agora até bastante polémico, é o uso de aviões autónomos que não necessitam de controlo da parte do ser humano. Trata-se de um novo “drone”, concebido com as capacidades de poder levantar e aterrar num porta-aviões (considerada uma das mais difíceis manobras a executar por um piloto), sem necessidade direta de um piloto profissional. Esta nova ferramenta está fortemente armada e apta para intervir em qualquer teatro de guerra, quase sem interferência humana.
Aprofundando o tema, chegamos à conclusão de que se trata de um grande avanço na ciência do armamento, mas também num grande problema à escala global. Porventura, no futuro, poderão as novas máquinas militares atuar de forma quase semi-independente? Será que, numa nova época, poderão todos os aparelhos de guerra semearem a morte e a destruição em qualquer cenário? É necessário relembrar que o sentimento de culpa, amor pelo próximo e, sobretudo, responsabilidade, não são pontos fulcrais presentes num “cérebro” de uma tecnologia deste tipo. Uma nova questão: quem será responsabilizado pelas ações de aparelhos como estes? Quem os enviou? Quem os fabricou? Quem os programou? Quem ordenou que tudo isto fosse feito? Estas são questões que foram levantadas pelo jornalista W. J. Hennigan, nesta notícia do jornal “Los Angeles Times”.
Apesar da programação de um “drone” estar dependente do ser humano, poder ver uma máquina destas surgir no céu, fortemente armada, espalhando o terror e a morte, está a preocupar muita gente.
Noel Sharkey, perito em robótica, afirma que as ações letais desencadeadas em combate deverão ter uma cadeia de comando a quem pedir responsabilidades. Ora, quando nos referimos a uma tecnologia robotizada, é um pouco mais difícil abordar a temática da responsabilidade.
Para este e muitos outros cientistas, a introdução de armas deste tipo em cenários de guerra deverá ser alvo de um sério debate internacional, tal como no caso da introdução do Gás Mostarda na primeira guerra mundial, ou até mesmo das armas nucleares, já na segunda.
A discussão deste assunto advém de uma altura em que Barack Obama confirma o uso de “drones” com estas capacidades, em operações contra as zonas tribais do Paquistão (identificadas como bastidores da Al-Qaeda).

















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