Opinião: Pontos de acesso humanos


Mais uma semana e mais um tema em discussão. Esta notícia já fez correr muita tinta na imprensa. Eis aqui o texto de opinião sobre este tema.

Pois, é verdade. Foi noticiado recentemente por vários jornais o facto de que em Austin (E.U.A.), no South By Southwest, a empresa BBH Labs teve uma ideia extravagante e completamente inovadora! Que tal utilizar os sem-abrigo da cidade para fazer Hotspots (pontos de acesso sem fios à Internet)? Foi simplesmente isto. Foram dados MiFi (routers) a vários indivíduos e uma t-shirt que afirmava "Eu sou fulano-tal, sou um ponto de acesso 4G". Quem quisesse uma ligação à Internet de alta qualidade, bastava aproximar-se do dito sem-abrigo (posicionado em localizações estratégicas), pagar uma dada quantia através do PayPal e pronto. Só isto. No fim do festival, o dinheiro revertia inteiramente para o bolso dos sem-abrigo.

Para mim é difícil apresentar uma opinião sólida sobre este acontecimento. Procedi à análise dos vários pontos de vista, aspetos positivos e aspetos negativos. Para começar, estamos a falar de uma polémica que surgiu através de um artigo num blogue de tecnologia, que afirmava:
O South By Southwest de 2012 pode ser resumido desta forma: uma empresa de marketing com um nome impossível, chamada Bartle Boogle Hegarty, está a levar a cabo uma pequena experiência de ciências humanas denominada 'Homeless Hotspots'. Dão aparelhos de acesso à Internet a pessoas sem-abrigo, juntamente com uma t-shirt. Na t-shirt não está escrito ‘Eu tenho um ponto de acesso 4G’. Está escrito ‘Eu sou um ponto de acesso 4G’.
A primeira grande lacuna é apresentada na citação e está relacionada com fatores morais e éticos. Dizer "Eu sou" em vez de "Eu tenho" é uma espécie de atentado à dignidade humana. Está-se a afirmar um ser humano como sendo um objeto que se pode utilizar e manipular, em vez de se referir que o indivíduo em causa é portador de determinado objeto, objeto esse que é suscetível a ser manipulado. Por outro lado, adotar um projeto desta natureza, de certa forma, é identificar os sem-abrigo como estando "a mais" na sociedade. Acredito que os donos da empresa detentora da ideia não tinham coragem de andar pelas ruas com uma t-shirt destas e um router sem fios.

De qualquer forma, nem tudo é negativo. Tratam-se de sem-abrigo que necessitam de alguma ajuda. Alguns não têm emprego (a esmagadora maioria) e, consequentemente, vivem daquilo que as ruas lhe podem oferecer. Este projeto surge como que uma oportunidade de fazer um serviço que ainda lhes pode proporcionar alguma ajuda em termos monetários. É juntar o útil ao agradável, ainda para mais num grande festival como este. Daí surge o meu desfasamento em termos de opinião Há vários pontos positivos e negativos. É de admirar a atitude destas pessoas ao aceitarem fazer este trabalho.

Convido todos os leitores a expressarem a sua opinião, deixando um comentário ao artigo.
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