Depois de um projecto que trouxe a veia mais experimental dos Linkin Park, nomeadamente A Thousand Suns, chega agora Living Things, que pode ser apelidado de “álbum de carreira” para o grupo.
Já vão 12 anos desde o lançamento de Hybrid Theory (2000), o disco de estreia de grupo, e a sua musicalidade tem sido transformada ao longo dos anos. O que começou como uma banda de nu metal e rap rock deu origem a um som consolidado e liricamente agradável, como que um estado de constante evolução ao longo dos diferentes álbuns de estúdio. O resultado está à vista: Linkin Park continuam a surpreender desde início, e acaba de chegar mais uma prova disso. É certo que a sua sonoridade não é propriamente igual a Hybrid Theory ou Meteora (2003), mas a sua essência está lá, como uma mistura de experiências adquiridas com Minutes to Midnight (2007) e A Thousand Suns (2010).
O álbum propriamente dito incorpora tudo o que é Linkin Park, uma mistura do novo com o velho, uma viagem sonora de 37 minutos ao longo dos anos. A começar com “Lost In The Echo” num tom de rock electrónico, consegue conjugar o rap corrosivo de Mike Shinoda com o refrão bem entoado por Chester Bennington, a culminar no fim com os seus gritos característicos. “In My Remains” continua a linha, deixando a vocalização principal a Chester numa faixa mais pesada, indo ao encontro do que aparenta ser uma marcha militar, sobre a lírica “like an army, falling, one by one by one”, incapaz de deixar qualquer ouvinte sem cantar. Segue-se as já conhecidas “Burn It Down” e “Lies Greed Misery”, que serviram bastante bem no que toca à apresentação do disco. Coros bastante fortes e raps viciantes são os pratos fortes destas faixas, bem como as que se seguem.
“I’ll Be Gone” comportam-se como uma faixa tipicamente liderada por guitarra, e deixa espaço para a chegada de “Castle of Glass”, um dos pontos altos do disco. Inspirada no chamado folk rock, e contendo traços semelhantes a “Breaking the Habit” de Meteora, a faixa desenrola num tom de deixar com o som na cabeça. Liricamente brilhante, o refrão entoa bem, “’Cause I’m only a crack, in this castle of glass”. Depois desta viagem sonora, chega a faixa mais pesada do álbum, “Victimized”, novamente com um rap bastante forte e fortes berros. De referir que Chester cantou o refrão enquanto estava doente, de acordo com uma publicação no Youtube do grupo, o que prova quão a sua voz é forte. A faixa apenas peca pela sua curta duração.
Segue-se “Roads Untraveled”, uma balada bastante cativante, com um piano e um “tilintar” de fundo contagioso, chegando depois a um breakpoint de guitarra perfeito. “Skin to Bone” incorpora forte batidas e uma lírica de andar de frente para trás e de trás para a frente, fazendo chegar depois “Until It Breaks”, onde Shinoda coloca os seus versos num dos seus raps mais potentes até à data, destacando-se ainda a lírica final por Brad Delson, o guitarrista da banda. À semelhança dos dois primeiros álbuns, a penúltima faixa é um instrumental, intitulado “Tinfoil”, que prepara a entrada de “Powerless”, que é o culminar do álbum. A faixa começa num tom sombrio, vocalização de Chester e tons de piano e misturas de fundo, que vai evoluindo para um culminar de emoções, a deixar entoar o refrão no ouvinte. Uma faixa, ao contrario do título, poderosa.
Em suma, Living Things mostra um amadurecimento dos Linkin Park enquanto grupo, uma lufada de ar fresco, que embora não conte com a presença do nu metal que marcou o início de carreira do grupo, não perde a essência que a banda fomentou ao longo de 12 anos. Coros e refrões poderosos, junção de rock com electrónica em tons agradáveis e versos de cortar a respiração descrevem bem o sentimento depois de dar o disco como ouvido, que fica a pedir por replay atrás de replay.
EXCELENTE








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Exatamente! Partindo de new metal passando por música eletrônica, a banda alcança o seu primeiro álbum de rock
ResponderEliminarEssa Banda é minha raiz eu sou muito fã de brad delson; mike shinoda; chester bennington; rob bourdon; joe hahn e dave farrell; esses caras pra mim fazem a melhor banda do mundo.
ResponderEliminarEsse cd foi o melhor cd do Linkin Park,na boa, não tem como comparar.
ResponderEliminarliving things eh muito bom, acho q eles abriram os olhos dps de ATS, ate pq foi mto eltronico ;/
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