Crítica: “Babel”, dos Mumford & Sons

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Os Mumford & Sons estão de volta às edições, trazendo agora o seu segundo disco de originais e sucessor do aclamado Sigh No More (2009), de nome Babel.

Tendo começado a ganhar popularidade em 2010, o grupo já recebeu nomeações para dois prémios Grammy em 2010, obtido ainda um Brit Award em 2011 de Melhor Álbum Britânico e um European Border Breakers Award pelo seu sucesso internacional. Conhecidos como uma das melhores bandas ao vivo, os Mumford & Sons prometem continuar o bom trabalho deixado por Sigh No More e aumentar a fasquia com Babel.

O estilo folk típico do grupo mantém-se intacto, mostrando uma sonoridade semelhante ao seu primeiro trabalho, no entanto, apresenta um álbum mais maduro e mais consistente. Desde a baladas a músicas de bater o pé, ritmos contagiantes pela instrumentação típica do género, com grandes coros e a sonoridade do banjo ao acordeão, Babel promete o que a banda pretende transmitir: um aperfeiçoamento do seu estilo.

Começando com “Babel”, faixa que dá nome ao álbum, uma faixa poderosa com Marcus Mumford a cantar com toda a alma, sempre acompanhado pela guitarra um forte bater de bateria, e acreditando que “sabe a sua fraqueza e sabe a sua voz” e que “nascerá sem uma máscara”. Segue-se “Whispers in the Dark”, que encaixa perfeitamente com o fim de “Babel”, uma faixa de saudade por alguém que perdemos pelos erros que cometemos e de arrependimento, que conseguimos fazer melhor e mostrar mais quem somos.

Com “I Will Wait”, o primeiro single de Babel, continua o seguimento do disco, quase como de uma história se tratasse. Mais uma canção de força, de esperança, de esperar pelo nosso momento. A lírica forte, já demonstrada pelo primeiro disco, mantém-se forte, e a faixa em concreto deixa o refrão a entoar bem nos ouvidos.

A quarta faixa é “Holland Road” destaca pelo coro de vozes que transmite mais esperança pela sua letra, em que por mais que nos deitem abaixo nos conseguimos levantar. “When I’m on my knees I’ll still believe” e “If you believe in me I’ll still believe” são os pontos altos da música. A esperança continua com “Ghosts That We Knew”, uma balada que “dá esperança na escuridão para poder ver a luz”, e o entoar da faixa aumenta gradualmente, com um bom culminar.

O ritmo volta a aumentar com “Lover of the Light”, com uma sonoridade contagiante e agradável, que nos pede para amarmos quem nós segurarmos, de modo a sermos os “amantes da luz”. A faixa diminui o ser ritmo no fim para dar entrada a “Lovers’ Eyes” que aumenta o seu ritmo gradualmente ao longo do seu tempo, terminando com o entoar da instrumentação e de coros vocais. De seguida entra “Reminder”, uma faixa calma com mais uma grande vocalização emparelhada com acordes de guitarra, que pede para que “o amor não desapareça”. Uma faixa curta, mas que abre caminho para “Hopeless Wanderer”, que começa bastante calma mas aumenta bastante o seu ritmo, com acordes rápidos e característicos do folk e indie rock.

Com “Broken Crown”, entramos num tom mais sombrio, como se de um desabafo se tratasse, dizendo “nunca usará a sua coroa partida”, com mais uma grande prestação de Marcus na vocalização e uma excelente instrumentação do grupo. Entramos de seguida com “Below My Feet”, que pede para “manter a Terra por baixo dos meus pés” e “manter os meus olhos para servir e as minhas mãos para aprender”, que volta a deixar um culminar no coro no final da faixa. Por fim, chega “Not With Haste”, que se pode dizer que é uma versão alternativa de “Learn Me Right”, faixa pertencente à banda sonora de Brave: Indomável da Disney/Pixar, onde o grupo actua com a artista britânica Birdy, mas desta vez a solo, e num tom mais calmo. Embora tenha uma ligeira alteração na letra, mantém a sua essência comparando com o dueto com Birdy.

Já na edição deluxe podemos encontrar mais três faixas. Começando com “For Those Below”, uma faixa calma, cantada inteiramente em coro, deixando o ouvinte relaxado e a interiorizar a sua sonoridade, que termina com um aumento de ritmo, e uma mistura de sonoridade folk com country. Segue-se “The Boxer”, uma cover de Simon & Garfunkel, que conta com a participação de Jerry Douglas e de Paul Simon. Uma versão bastante agradável e bem conseguida, que consegue manter a essência da original e o estilo dos Mumford & Sons. Por fim, chega “Where Are You Now”, que termina o álbum num tom equilibrado.

Os Mumford & Sons mostram com Babel que mantém o mesmo registo e pretendem, pelo menos para já, o manter assim, não partindo para grandes experimentações. Para quem procura algo de novo, provavelmente não encontrará neste álbum, mas no entanto, encontra uma evolução do seu estilo, que para quem já segue o grupo, de certo que ficará agradado com o resultado. O disco mantém uma excelente lírica e uma boa sonoridade, e que mostra que não é preciso uma banda partir para outros rumos para fazer um bom álbum.

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Título: Babel

Artista: Mumford & Sons

Produção: Markus Darvs

Composição: Ben Lovvet, Country Marshal, Marcus Mumford, Ted Dwane

Data de Lançamento: 21 de Setembro de 2012

Género: Indie folk, Folk rock

Editora: Island Records

Duração: 52:17 (63:41 na versão Deluxe)

Classificação Final: rating_stars(Muito Bom)

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