Faleceu, esta quarta-feira, uma das figuras históricas do “paddock” da Fórmula 1: Sid Watkins, o médico neurocirurgião britânico que, desde os idos anos 60, tinha como papel salvar os pilotos envolvidos nos mais espectaculares acidentes. Watkins morreu na noite de quarta-feira, aos 84 anos.
Nascido e educado em Liverpool, trabalhou nos circuitos de Brand Hatch e de Watkins Glen (Estados Unidos), até ser convidado, em 1979, por Bernie Ecclestone para exercer as funções de delegado médico da Fórmula 1, marcando presença em todos os Grande Prémios.
As mortes de Ronnie Peterson e de Gilles Villeneuve levaram-no a lutar pela melhoria das condições de assistência nos próprios circuitos, não se poupando a esforços para evoluir, a todos os níveis, a segurança da Fórmula 1. Foi responsável pela criação do sistema HANS que protege o pescoço dos pilotos (hoje obrigatório em todas as competições).
Ao longo da sua carreira, Sid Watkins foi o elemento-chave no resgate e salvamento de pilotos como Didier Peroni (1982), Martin Donnelly (1990), Karl Wendlinger (1994) e Myka Hakkinen (1995) e vários outros que sobreviveram a violentíssimos acidentes. No entanto, nada pôde fazer para salvar Roland Ratzenberger e o amigo Ayrton Senna, que perderam a vida no Grande Prémio de San Marino em 1994.
Watkins integrou ainda o “Expert Advisory Safety Committee”, que promoveu as alterações que contribuíram para aumentar a segurança nas corridas de Fórmula 1. Reformado em 2005, assumiu o cargo de presidente do “FIA Institute”, que prosseguiu o trabalho do “Expert Advisory Safety Committee”. Em 2011 a sua actividade passou a ser apenas honorária.
No Twitter, o piloto brasileiro Rubens Barrichello foi um dos primeiros a comentar a morte de Watkins.
“Devo a minha vida ao professor Sid Watkins. Foi ele que me salvou em Ímola 94. Uma pessoa alegre, competente... Lembrar-me-ei sempre de ti amigo. Vá com Deus” escreveu Barrichello, actualmente na Fórmula Indy.
Fonte: Autoportal
















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