Ruben Faria venceu a derradeira etapa do Dakar (100 quilómetros cronometrados entre La Terena e Santiago, no Chile), assegurando desta forma o segundo lugar no Dakar2013, o melhor resultado de sempre de um português na prova rainha do todo-o-terreno. Aliás, a última etapa foi inteiramente dominada pelos pilotos portugueses: Hélder Rodrigues foi terceiro, Mário Patrão, quarto, e Paulo Gonçalves, sexto.
A jogar em casa, “Chaleco” Lopez arriscou tudo para ultrapassar o piloto algarvio na etapa que terminou em La Terena. Mas, durante a noite, foi obrigado a trocar o motor da sua moto e, nestes casos, o regulamento é bem claro: um motor novo custa 15 minutos.
Mesmo assim, na primeira parte da tirada o chileno ainda esteve ao ataque, chegando mesmo a terminar como o mais rápido. Contudo, os 15 minutos de penalização, atiraram-no para fora dos vinte primeiros, com o 29º tempo (+14m 31s), que ainda assim lhe garantiu o último lugar no pódio.
A vitória é que não escapou ao francês Cyril Despres, que depois dos azares dos primeiros líderes, Olivier Pain e David Casteau, a juntar às polémicas ordens de equipa, bastou-lhe controlar o andamento para conquistar a sua quinta vitória, a segunda consecutiva na competição.
O francês já havia ganho as edições de 2005, 2007, 2010 e 2012. Despres passa a ter mais duas vitórias que o seu principal adversário Marc Coma, vencedor em 2006, 2009 e 2011, mas que ficou fora da edição deste ano por lesão.
Entre os portugueses, Hélder Rodrigues assegurou a sétima posição na sua estreia com a equipa oficial da Honda, e Paulo Gonçalves (Husqvarna) terminou na nona posição, contribuindo assim para um feito inédito: três portugueses no top 10 do Dakar.
A última etapa ficou ainda marcada pelo quarto tempo de Mário Patrão (Suzuki). O piloto de Seia, estreante na competição, foi uma das surpresas da prova, terminando na 30ª posição, a pouco mais de seis horas do vencedor.
Já Pedro Bianchi Prata (Husqvarna) perdeu algum tempo e terminou com o 30º tempo, a 11m21s do vencedor, garantindo a 57ª posição final nesta edição.
Peterhansel vence nos automóveis, Carlos Sousa repete sexta posição
Stéphane Peterhansel, em Mini, completou sem problemas os últimos 100 quilómetros cronometrados do Dakar, garantindo a vitória na 35ª edição da prova rainha do todo-o-terreno. Esta foi a décima primeira vitória do piloto francês na grande maratona: vitórias nas motos surgiram nos anos de 1991, 1992, 1993, 1995, 1997 e 1998, e nos automóveis em 2004, 2005, 2007, 2012 e agora 2013, sendo claramente o mais vitorioso do Dakar.
Peterhansel garantiu a vitória ao terminar a 14ª e última etapa na décima posição, a 3m43s do espanhol Nani Roma (Mini), e atrás do português Carlos Sousa (Great Wall), que gastou mais 3m19s do que o vencedor para cumprir a derradeira tirada, entre La Serena e Santiago.
Para o piloto francês esta terá sido, provavelmente, uma das vitórias mais fáceis da sua carreira. A verdade é que Peterhansel nunca chegou a ter adversários. Robby Gordon ainda prometeu, mas cedo deitou tudo a perder, acumulando erros com problemas mecânicos. Depois foi a falta de fiabilidade dos buggies da Qatar Red Bull a deixarem Carlos Sainz e Nasser All-Atiiyah apeados.
A partir daí Giniel De Villiers passou a ser o mais direto adversário de Peterhansel, mas a diferença entre ambos, superior a cinquenta minutos, era mais que suficiente para o francês encarar as últimas etapas sem grandes preocupações de maior.
Assim, o sul-africano terminou em segundo, ainda assim um excelente resultado com a Toyota Hilux a gasolina, batendo os Mini da X-Raid do espanhol Nani Roma e do russo Leonid Novitsky.
Atrás destes ficou o BMW do argentino Orlando Terranova, acompanhado pelo português Paulo Fiuza, mas já a mais de duas horas do vencedor, na frente de Carlos Sousa e Miguel Ramalho, no Great Wall, que igualou os seus feitos de 2010 e 2012, nas suas três únicas participações no atual formato sul-americano do rali.
A dupla portuguesa esteve ao seu melhor nível e não fossem alguns problemas de sobreaquecimento no motor do carro chinês, e teriam lutado por uma melhor posição. Ainda assim, o sexto lugar é um excelente resultado e supera, em muito, as expectativas iniciais.
Fonte: Autoportal
















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