O turismo é uma grande parte da economia de qualquer país. Portugal não foge à regra. Milhões de turistas vêm passar férias ao nosso país e contagiam-se com os encantos da cultura portuguesa. Nem mesmo a crise pela qual passamos afecta o sector. António Padeira, director do departamento de promoção do Turismo de Portugal, indicou ao Expresso, a 2 de Novembro de 2012, que em 2013 “as receitas anuais relacionadas com o turismo devem ultrapassar os oito mil milhões de euros”. Boa parte da afluência de turistas provém dos festivais de música.
Muitos turistas, principalmente jovens, vêm a Portugal para participar nos festivais de música, onde marcam presença um grupo ecléctico de músicas e bandas internacionais. Exemplo disso é o Optimus Alive, que na edição de 2012, segundo dados da organização a 8 de Junho do mesmo ano, contava com cerca de 12500 festivaleiros estrangeiros, de 41 nacionalidades diferentes. Mas a grande fatia dos festivaleiros em Portugal continuam a ser os portugueses, em especial os jovens, que apostam nos festivais como uma grande actividade de férias.
Em três grandes focos turísticos do país, distinguem-se vários festivais cujo sucesso já foi reconhecido internacionalmente.
A norte, há o Vodafone Paredes de Coura, o Marés Vivas TMN em Vila Nova de Gaia, e o Optimus Primavera Sound no Porto, eventos para os mais diversos gostos musicais, onde já actuaram bandas tão diversas como Linkin Park, X-Wife, Queens of the Stone Age, The xx, Coldplay, Kaiser Chiefs, Anastacia, tal como vários artistas nacionais.
Há o Optimus Alive, no Passeio Marítimo de Algés, em Oeiras, direccionado para o rock, rock alternativo, heavy metal, indie e electrónica; no concelho de Sesimbra temos o Super Bock Super Rock, um dos mais importantes festivais portugueses que, como o próprio nome indica, é um evento dedicado às mais diversas vertentes do rock.
No sul, destaca-se o MEO Sudoeste. Realizado na Herdade da Casa Branca, na Zambujeira do Mar, o festival abrange diversos estilos musicais, desde o reggae ao rock, passando pela música electrónica.
Perante os festivais existentes, e os seus meios envolventes, existem diversas opções de transportes. As Organizações dos festivais por vezes têm parcerias com entidades transportadoras, facilitando a mobilidade dos festivaleiros tanto para os seus acessos como para as zonas envolventes, e outros recorrem ao acampamento nas imediações do recinto ou em parques de campismo próximos. Para festivais, como o MEO Sudoeste, Super Bock Super Rock e Vodafone Paredes de Coura, devido às características do recinto e ao seu afastamento dos centros urbanos, a melhor hipótese poderá ser o acampamento, que no caso destes festivais já está incluído no passe geral.
Já para festivais como o Optimus Alive, embora exista a oferta de campismo, o mesmo não é no recinto e não está incluído no passe geral. Os festivaleiros têm ainda a hipótese de aproveitar as proximidades ao centro urbano e instalarem-se mais comodamente, através de estadias nos hotéis da cidade, ou o aluguer de quartos ou apartamentos, que é mais económico e flexível. Aliar um festival de verão às férias da mesma época tem uma aderência de imensos turistas, desde nacionais a estrangeiros, e é uma óptima forma de passar as férias a conhecer novas culturas.
Este tipo de eventos culturais contribui ainda para própria cultura nacional. A oferta de festivais continua a ser vasta e de grande qualidade, proporcionando aos seus visitantes experiências únicas, e 2013 promete não ficar atrás dos restantes anos.
















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