Crítica: “Frozen: O Reino de Gelo” traz com a neve a magia clássica da Disney

Frozen - O Reino de Gelo

A Disney traz-nos mais uma adaptação de um conto de fadas ao grande ecrã, desta vez em tons mais gelados, com Frozen: O Reino de Gelo.

Baseado no conto infantil A Rainha das Neves de Hans Christian Andersen, a 53º longa-metragem de animação da Walt Disney Animated Studios conta a história da intrépida optimista Anna (Kristen Bell), que se junta junta ao montanhista Kristoff (Jonathan Groff) e à sua leal rena Sven numa jornada épica, enfrentando condições próprias do Evereste, trolls místicos e um hilariante boneco de neve chamado Olaf (Josh Gad), numa corrida para encontrar a irmã de Anna, Elsa (Idina Menzel), cujos poderes gelados aprisionaram o reino de Arendelle num Inverno eterno.

Num clássico musical ao qual a Disney já nos habituou, Frozen é sem dúvida uma jornada que deixa qualquer espectador, independentemente da sua idade, colado à cadeira. A sua história desenrola com naturalidade, com grandes momentos musicais e momentos de comédia de agradar miúdos e graúdos. O drama e a intriga também não foram esquecidos, e está bem presente neste filme, ao vermos os momentos por que Anna tenta chegar à sua irmã Elsa.

O CGI utilizado na animação do filme está bem concebido, com cenários fantásticos e com uma imensa profundidade, dando a conhecer bem o ambiente em Arendelle, estando os realizadores Chris Buck (Tarzan) e Jennifer Lee de parabéns. O filme apenas peca pelo uso desnecessário do 3D, que tirando as cenas em que se encontra a nevar, não acrescenta nada de mais ao visionamento do filme.

As personagens estão bem desenvolvidas, cada uma com a sua característica, seja o espírito radiante, eléctrico e inocente de Anna ou os comic reliefs de Olaf, o pequeno boneco de neve que ganha vida e uma grande surpresa para o espectador. Destacam-se as prestações dos actores que dão as vozes às personagens (na versão original, ao qual o RADAR esteve presente no respectivo visionamento), com Kristen Bell (Veronica Mars, When in Rome, House of Lies) em destaque, sem esquecer Idina Menzel (Enchanted, Glee), Jonathan Groff (Glee), Santino Fontana e Josh Gad (Love & Other Drugs, Jobs).

O filme ainda vem acompanhado da curta metragem Get a Horse! (A Cavalo!), a nova aventura de Mickey e Minnie, onde estamos perante uma mistura entre a animação tradicional a preto e branco característico das antigas animações da Disney com a animação computorizada utilizada actualmente. A curta esta muito bem conseguida, quer por estarmos perante a animação tradicional que se tem perdido um bocado nos filmes de animação, quer pelo próprio Walt Disney dar voz a Mickey Mouse através do restauro de antigas gravações, e ainda o misto de animação onde o 3D está realmente bem aplicado. Sem dúvida um bom recordar das antigas fábulas da Disney.

Frozen: O Reino de Gelo é um filme de proporções épicas que pode muito bem atingir o estatuto de clássico Disney, que entreterá as crianças e deixará os adultos com um sentimento de nostalgia perante o que este estúdio já nos proporcionou.

star_groups_thumb[9] Muito bom

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