É do conhecimento popular que quando um remédio custa a tomar, basta tomar uma colher cheia de açúcar ou que, quando a vida nos desilude, basta pronunciar a palavra supercalifragilisticexpialidocious e ficamos todos contentes. E quem não gostaria de ter uma mala de carpete mágica onde podemos meter tudo, independente do tamanho? Estas são apenas uns dos momentos que marcaram Mary Poppins, de 1964, que trouxeram fama a Julie Andrews, tal como o seu primeiro Óscar, e ainda outros quatro incluindo Melhor Filme.
Mas nem tudo foi um mar de rosas. Para poder trazer os livros infantis da “praticamente perfeita” ama ao cinema, Walt Disney teve de travar uma batalha de 20 anos com P.L. Travers, a autora relutante em permitir tal coisa. E é isto que assistimos em Ao Encontro de Mr. Banks.
Tom Hanks e Emma Thompson encarnam os respectivos papéis principais neste drama semi-biográfico encantador que irá deixar o público com um sorriso na cara (e alguns a cantar as músicas do clássico de 1964).
As prestações destes veteranos do cinema oscarizados é uma delícia, com Hanks a transmitir a sua boa disposição e seriedade num perfeito timing, e Thompson no papel de uma mulher teimosa e receosa de ver os seus livros estragados com um filme musical com pinguins animados dançantes e falantes.
Esta é a primeira vez que nos é dado a conhecer o passado da autora, que usou os livros para exorcizar momentos trágicos do seu passado, especialmente com o seu pai (interpretado por Colin Ferrell nos momentos de flashback). Para os fãs de Mary Poppins e os curiosos, esta é uma história que vão querer conhecer.
Ao Encontro de Mr. Banks, do realizador John Lee Hancock, é um filme inesperadamente poderoso e uma descoberta surpreendente para toda a gente assistir. E aproveitem e vejam (ou revejam) Mary Poppins!
















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