Parece que o realizador Paul W. S. Anderson, cujos créditos passados incluem como Mortal Kombat, Resident Evil e Alien vs Predador, se imagina como sendo o próximo James Cameron. desta feita, Anderson apresenta-nos agora, on que parece ser uma fusão entre Gladiador, O Cume de Dante e Titanic, o seu novo projecto Pompeia.
Com 6 anos apenas, Milo (Kit Harington, A Guerra dos Tronos) assiste ao assassinato dos seus pais e do seu povo às mãos do sanguinário Senador Corvis (Kiefer Sutherland). Capturado e vendido como escravo, Milo torna-se num triunfante gladiador de Pompeia que conquista o coração de Cassia (Emily Browning), a filha do regente da cidade romana. Milo encontra-se numa luta contra o tempo, procurando resgatar o seu amor do casamento negociado entre seus pais e o Senador Corvis, enquanto o monte Vesúvio entra em erupção e Pompeia se desmorona em seu redor.
Pompeia é uma grande, gloriosa e extravagante bagunça. A tal fusão referida acima está tão má organizada que ele não se consegue decidir se quer ser um filme de acção sobre gladiadores ou um filme de desastre. Previsivelmente, ao tentar ser ambos, ele acaba sendo bom como nenhum dos dois. Na verdade, Pompeia poderia ser digno do rótulo duvidoso de "prazer culpado" se o verdadeiramente terrível 3D não o despejasse na categoria "difícil de assistir".
Seguindo o modelo de Titanic, o filme inclui o amor proibido entre um menino de classe baixa e uma menina rica, um vilão persistente, paisagens-tipo, e um grande desastre feito de efeitos especiais ricos com genuínas raízes históricas. Enquanto os elementos românticos de Pompeia nunca se destacam - em grande parte devido à falta de cenas partilhadas pelos dois protagonistas e o único momento íntimo que têm é o último minuto do filme - é divertido de assistir o Vesúvio entrar em erupção e a cuspir todo aquele fumo, cinzas e fogo pela cidade. Aparentemente , a divindade romana Vulcano também não ficou feliz com Pompeia.
Mas pronto, a narrativa nunca foi o forte de Anderson; o enredo não desenvolve e só oferece os clichés dos filmes do género. Ainda é surpreendente como os estúdios lhe dão dinheiro para fazer filmes, e desta feita deram-lhe cerca de 100 milhões para o seu mais ambicioso filme que além de ser um filme de desastre natural, de facto é um desastre.
Kit Harrington é reconhecido por aqueles que assistem à série Guerra dos Tronos, onde ele interpreta Jon Snow, e provavelmente desconhecido para todos os outros. Ele é um tipo de Orlando Bloom e não é exigida muita representação da parte dele. Emily Browning também não se destaca no seu papel inspirado na Kate Winslet, e Kiefer Sutherland, com um sotaque britânico ridículo, tem uma papel tão plástico que está longe de ser recordado em tempos vindouros.
Visualmente, apesar do filme oferecer uma contextualização história algo convincente, o tratamento 3D de que foi alvo torna-o hediondo. Não só pela pouca profundidade e definição, mas também porque escurece um filme que já tem muitos tons castanhos escuros e pouca iluminação. Para ver este filme, o ideal é ver uma versão 2D.
Pompeia oferece o que seria de esperar de um candidato a blockbuster a ser despejado nas salas de cinema sem cerimónias. Apesar de começar com citações originais de Plínio, o filme fica soterrado na sua fraca qualidade de representação, argumento e enredo. Concluindo, o filme não é suculento o suficiente para chegar ao patamar dos filmes épicos que tentou converter ao seu contexto.








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Acho Kit Harington irá fazer um excelente desempenho neste filme, como o seu papel na Game of Thrones prova ser um ator capaz e profissional. Outra atriz que eu gostaria de ver neste filme é Sophie Turner como ele é excelente em seus papéis e acho que este filme combina perfeitamente com sua atuação.
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