O projectista chefe da Red Bull, Adrian Newey, admitiu que os problemas registados com o novo monolugar da Red Bull, em Jerez, não foram culpa exclusivamente do novo motor V6 Turbo da Renault.
A Red Bull completou apenas 21 voltas nos primeiros testes em quatro dias de treinos. Segundo foi revelado na altura, o principal problema estava na relação entre o motor Renault o chassis do RB10.
Agora, e pela primeira vez, o projectista da Red Bull admitiu que os problemas não estiveram apenas no motor francês, mas também no desenho do novo monolugar, o RB10.
“Foi um problema onde a carroçaria se encontra com o escape e estava a incendiar”, afirmou o projetista da escuderia de Milton Keys, admitindo que espera ter os problemas na segunda sessão de testes de pré-temporada, no Bahrain.
Newey adiantou ainda que “foi algo que poderíamos ter visto no banco de ensaios se conseguíssemos ter tido tudo junto mais cedo”, revelando, no entanto, que “a Renault esteve contra isso em termos do seu uso do banco de ensaios”, disse.
O projectista dos monolugares da Red Bull admite que o novo monolugar tem um desenho, que considera “agressivo”.
Sentimos que precisávamos de correr alguns riscos para tentar ter um bom monolugar que minimize os danos aerodinâmicos dos grandes requisitos de arrefecimento, explicou.
Em relação ao V6 Turbo da Renault, que tantas dores de cabeça deu às equipas equipadas com o motor gaulês, Newey revela que “parece ter requisitos de arrefecimento particularmente grandes".
Cada construtor terá um objectivo para o quão quente o ar volta ao pleno, e a Renault deu-nos um objectivo muito desafiante. Tem vantagens, se o alcançarmos, mas não é fácil, finalizou.
Fonte: Autoportal
















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