Crítica: “The Quiet Ones: Experiência Sobrenatural” é uma experiência sem grandes resultados e recheada de clichés

 

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“Espero que não se assustem dificilmente”, diz o professor, quando recebe os seus alunos para a sua mais recente experiência de parapsicologia. Bem, talvez ele pense assim. Mas é evidente que os criadores de The Quiet Ones: Experiência Sobrenatural tiveram muitas esperanças ao fazê-lo.

Porque se o espectador apenas precisa de um filme cheio de movimentos bruscos de câmara, barulhos repentinos e (mais) um filme sobre um antigo culto satânico, então que se prepare para um filme cheio de choques. Para as restantes pessoas, contudo, este é um filme banal.

O filme, apresentado como sendo baseado em factos verídicos, passa-se na dé cada de 70, quando um excêntrico professor de Oxford planeia testar a sua teoria de que manifestações sobrenaturais (fantasmas, poltergeists, barulhes estranhos a meia da noite, etc) não são nada mais que uma expressão física de energia mental.

Assim, ele consegue obter equipamentos, uma casa vazia, poucos assistentes – e, oh sim, a custódia de uma jovem mulher profundamente perturbada – na esperança de provar a sua teoria de uma vez por todas.

Isto não é particularmente novo (existindo uma abundância de filmes do género, incluindo A Lenda da Casa Assombrada, de 1973), mas tudo bem. Poucos filmes de terror usam conceitos originais nos dias de hoje. O que conta é como se constrói o resto da história a partir desse “esqueleto”.

Mas a história não faz muito sentido, começando com um professor a quem foi cedida, com a maior facilidade, a custódia de um doente mental perigoso, e só vai por água a abaixo. Várias regravações e quatro mudanças de argumentistas não ajudou.

Nem o realizador John Pogue (cuja filmografia inclui Barco Fantasma e Quarentena 2) faz muito com este conto, a não ser aumentar o volume e atirar um monte de coisas para dentro da história sem uma boa razão.

O elenco não se destaca. Sam Claflin (cujo estrelato atingiu um novo patamar com o seu papel de Finnick Odair em The Hunger Games: Em Chamas) tem aqui um papel esquecível, acompanhado por Jared Harris, cuja prestação se arrasta monocordicamente sem grande relevância.

Mas, no final de contas, o filme resume-se a luzes a apagarem-se de repente, barulhos altos espontâneos e alguém a correr com uma câmara de filmar, a gravar tudo. Sim, porque se tudo falhar, transforma-se a coisa toda num filme de “filmagens encontradas”.

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