O Benfica venceu, esta sexta-feira, o Portimonense por 2-0, em encontro a contar para a 3ª eliminatória da Taça de Portugal, e carimbou o seu passaporte para a 4ª eliminatória.
Jorge Jesus apresentou uma autêntica revolução no onze encarnado, com Eduardo na baliza, Rodrigo e Nélson Oliveira na frente do ataque, Miguel Vítor a defesa-direito, Capdevila a defesa-esquerdo, David Simão como extremo-esquerdo e Matic como médio defensivo. Dos habituais titulares, apenas Luisão, Garay, Nolito e Bruno César jogaram de inicio.
Portanto, era de esperar que o Benfica não jogasse na sua maneira habitual: pressão alta e transições defesa-ataque muito rápidas. E foi isso que aconteceu, com o Benfica a jogar de forma muito lenta, com demasiada paciência, durante a primeira parte, com o Portimonense a jogar à defesa. Foi visível a falta de entrosamento entre os jogadores encarnados.
Dos jovens lançados no jogo, David Simão foi o que começou melhor, mas revelou alguma imaturidade, muito devido ao facto de ter apenas 21 anos, começando a complicar as coisas. Da maneira como o jogo estava, não foi de estranhar que Bruno César, Nolito e Matic quiseram resolver, de maneira individual, o problema colectivo. Mas nesse momento entrou em jogo a estratégia demasiado defensiva montada por João Bastos, treinador do Portimonense.
Mesmo com as complicações criadas pelo Portimonense, foram do Benfica as melhores oportunidades para abrir o marcador. David Simão isolou Nélson Oliveira, mas o remate do avançado português saiu junto ao poste direito da baliza de Goda. Num livre, Capdevila rematou ao poste. Matic e Bruno César criaram os outros lances de perigo junto à baliza da equipa de Portimão. Mas não houve alterações no marcador até ao final da primeira parte.
O empate que se registava era inteiramente justo, fruto da apatia da equipa encarnada e da solidez defensiva da equipa algarvia.
Jorge Jesus decidiu mudar o rumo do jogo e lançou Saviola para o lugar de Nélson Oliveira. Depois foi a vez de Witsel entrar em jogo. Mas as dificuldades continuaram, e só de bola parada é que o Benfica conseguia ameaçar a baliza do Portimonense. Num desses lances, Luisão, depois de um livre Nolito, cabeceou e a bola passou ao lado do poste esquerdo da baliza de Goda.
E foi de bola parada que o Benfica conseguiu desbloquear a defensiva do Portimonense, chegando à vantagem no marcador. Bruno César inaugurou o marcador, aos 59 minutos, num livre mesmo ao seu jeito, descaído para a direita.
A partir do golo de Bruno César, o jogo tornou-se muito mais fácil para o Benfica, e foi com naturalidade que chegou ao segundo golo, por intermédio de Rodrigo, os 72 minutos. O jovem avançado encarnado estreia-se assim da melhor forma a titular pela equipa do Benfica, aproveitando assim uma grande abertura de Bruno César.
Com este resultado, a equipa lisboeta chega assim à 4ª eliminatória da Taça de Portugal.
















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