Análise da 9ª jornada da Liga Zon Sagres

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Acabou mais uma jornada do campeonato português, com destaque para o empate do Braga frente a Académica e para a 10ª vitória consecutiva do Sporting, isto quando vamos ter um Braga x Benfica na próxima jornada. Deixo-vos com a análise da 9ª jornada da Liga Zon Sagres.

 

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FC Porto x Paços de Ferreira – Antes do decisivo jogo europeu, o FC Porto ainda tinha que enfrentar este desafio.

Apesar das criticas de que tem sido alvo, Vítor Pereira manteve o onze utilizado na última jornada. Talvez foi por isso que a equipa azul-e-branca foi uma equipa sem criatividade, com os jogadores a esperarem que aparecesse algum colega que assumisse a iniciativa, a jogarem para não serem assobiados.

A maior parte da equipa portista esperava que Hulk, qual D.Sebastião, pegasse na bola e resolvesse o jogo através das suas iniciativas individuais. Mas isso não aconteceu, Hulk passou ao lado do jogo. Walter não fazia melhor, falhava todas as oportunidades de que dispunha. Só Beluschi e Varela pareciam querer inverter o jogo, dispondo de excelentes oportunidades, mas sem as conseguirem concretizar, ora por manifesta falta de sorte ou por falta de pontaria.

Com tanta hesitação portista, o Paços tentava aproveitar para ameaçar Helton. Luisinho e Melgarejo, avançado paraguaio emprestado pelo Benfica, eram os mais perigosos da equipa pacense.

Melgarejo viria a ser protagonista no momento mais insólito do jogo, que viria a dar o primeiro golo ao FC Porto. Num dos raros momentos inspirados de Hulk, Alvaro Pereira centra a bola e Luisinho, ao tentar a tentar tirar da grande área, acerta em Melgarejo e engana Cássio, estando assim feito o primeiro golo da noite.

Nem com o golo Hulk conseguiu partir para uma exibição mais conseguida. Só tentava desequilibrar através de lances individuais, tirando os adeptos portistas do sério. Os mesmos adeptos que apoiavam a equipa de forma incansável, já não tinham paciência para os individualismos do jogador brasileiro.

Vítor Pereira, ao sentir que a vantagem não estava segura, mexeu na equipa, desta vez acertadamente. Meteu Moutinho, Kléber e James. Tirou Hulk, que mostrou desagrado pela substituição, rumando aos balneários sem cumprimentar o banco de suplentes, sob assobios dos adeptos portistas presentes no Estádio do Dragão.

Com as alterações, o FC Porto partiu definitivamente para uma vitória folgada, com o segundo golo a acabar com as esperanças pacenses no empate, marcado por Kléber.

Sem esperança num empate, o Paços perdeu fulgor e o terceiro golo surgiu perto do final do jogo, com Moutinho a ser o marcador de serviço.

Com este resultado, o FC Porto segura a liderança, esperando confortavelmente sentado no sofá pelo resultado do Benfica.

Resultado final: 3-0

 

229Académica x Braga – Com este jogo, o Braga demonstrou que é uma equipa totalmente diferente quando joga para o campeonato. Quando joga nas competições europeias, a equipa minhota transforma-se numa equipa combativa e produtiva, mesmo quando joga fora de portas. Mas quando joga para o campeonato, a história já é outra: inexplicavelmente, torna-se numa equipa macia, poupo produtiva e pouco concretizadora. Leonardo Jardim vai ter que arranjar uma solução, é que os adeptos já estão a começar a perder a paciência, e as criticas já estão a começar a aparecer…

Era imperativo à equipa minhota vencer esta partida, já que este era o ponto de partida para um mês de Novembro infernal, já que iria disputar jogos de altíssimo grau de exigência: Maribor (encontro importante para as aspirações europeias do Braga), Benfica e FC Porto (para o campeonato), e Sporting (para a Taça de Portugal).

Mas a exibição minhota ficou aquém das espectativas, faltando a inspiração necessária no último terço do terreno. Depois de um arranque promissor, o Braga foi desaparecendo do jogo, dando, inclusive, esperanças à Académica, que começou a sentir que poderia ganhar o encontro.

Este resultado deixou um certo gosto a amargo na boca da equipa de Coimbra, dado que poderiam acabar com uma série de 8 anos consecutivos a perder frente ao Braga.

Foi um começo de jogo promissor da equipa bracarense, que comandava as operações, com a Académica a responder em contra-ataques e alguns remates de longe, equilibrando um pouco as coisas em termos de oportunidades. O Braga dominava em absoluto o encontro, mas esbarrava na defesa estudantil, que mais parecia um bloco de betão armado.

A Académica começou a reagir ao domínio bracarense perto do intervalo, mas era o Braga quem dispunha das melhores oportunidades do jogo. Alan esteve na origem da melhor oportunidade de golo da primeira parte, ao fazer um cruzamento mortífero, ao qual nem Lima nem Nuno Gomes conseguiram chegar a tempo.

Pedro Emanuel, ao ver que a sua equipa não estava a conseguir jogar taco-a-taco com o Braga, decidiu mexer ao intervalo, trocando Diogo Valente por Marinho.

Foi uma escolha acertada de Pedro Emanuel ao meter Marinho, já que o extremo esteve em foco, ao ser protagonista de um lance em que a equipa da casa reclama grande penalidade. O árbitro nada assinalou.

A partir deste momento, o Braga começou a desaparecer do jogo, e a Académica estava cada vez mais perto do golo. Mas não o conseguiu.

Com este empate, a Académica soma o seu primeiro empate no campeonato, enquanto que o Braga perde terreno em relação ao FC Porto, e pode ser ultrapassado pelo Sporting.

Resultado final: 0-0

 

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Benfica x Olhanense – Este foi o jogo em que Rodrigo foi o principal protagonista do jogo, ao apontar os dois golos dos encarnados, aos 25 segundos (!) e aos 13 minutos. Durante os primeiros 20 minutos, o Benfica praticamente atropelou o Olhanense, chegando a ter quase 75% de posse de bola.

Não se consegue explicar a forma como o Olhanense entrou no jogo. Tudo bem que, num abrir e fechar de olhos, mal o jogo começou, já estavam a perder por 1-0. Mas não se consegue explicar porque a equipa algarvia só fez o seu primeiro remate muito depois dos 20 minutos, porque não eram mais agressivos na hora de atacar a bola, dado que só tinham feito uma falta nos primeiros 30 minutos.

Resumindo: os primeiros 20 minutos foram um autêntico atropelo da equipa encarnada sobre a equipa algarvia.

Antes do Benfica começar a tirar o pé do acelerador, quiçá a pensar no jogo da Liga dos Campeões, Gaitan dispôs de uma excelente oportunidade, mas não a conseguiu concretizar. O abrandar de ritmo do Benfica permitiu à Olhanense aproximar-se da baliza benfiquista, com Wilson Eduardo a fazer o primeiro remate da sua equipa, aos 26 minutos, mas sem oferecer perigo.

Desagradado com o rumo dos acontecimentos, Daúto Faquirá mexeu na equipa depois de cumprida a primeira meia-hora de jogo, ao fazer entrar Salvador Agra. Mas até ao final da primeira parte, foi o Benfica, mesmo num ritmo de treino, quem comandou as operações.

Nesta altura pensava-se que o Benfica tinha o jogo praticamente ganho, dada a tamanha diferença de poderio entre a equipa lisboeta e a equipa algarvia. Mas quem pensasse isso estava muito enganado.

A segunda parte começou com o golo da Olhanense. Tremenda desatenção da defesa benfiquista, que permitiu o cruzamento de João Gonçalves e o remate de Wilson Eduardo, ao segundo poste.

Parecia afinal que o jogo não tinha acabado. Deve ter sido o que os jogadores encarnados pensaram, pois carregaram outra vez no acelerador, mas sem a eficácia da primeira parte, já que a equipa algarvia parecia outra, com Nuno Piloto a reforçar o meio-campo, no lugar de Dady.

Com a desvantagem reduzida, o Olhanense ganhava cada vez mais confiança, porque também os jogadores encarnados já não tinham a mesma frescura física que tinham no começo da partida.

Jorge Jesus, ao perceber que a sua equipa estava a ficar fisicamente desgastada, tirou Gaitan e meteu Nolito, tentando introduzir velocidade na equipa encarnada. Mas era nas bolas paradas que o Benfica era mais perigoso: num canto, Matic acertou na barra, e depois, num livre de Witsel, Cardozo chegou mesmo a introduzir a bola dentro da baliza, mas o lance foi invalidado por pretenso fora-de-jogo do avançado paraguaio (que parece não existir).

Jesus introduziu ainda mais velocidade no ataque encarnado, ao introduzir Saviola no lugar de Cardozo. Mas foi o Olhanense que quase gelou o Estádio da Luz, num remate de Djalmir, que Luisão em boa hora interceptou.

O Benfica conseguiu levar de vencida a Olhanense, mas o sofrimento final da equipa encarnada era escusado, dado que, no final da primeira parte, o Benfica tinha o jogo perfeitamente controlado.

Com este resultado, o Benfica segue em primeiro, em igualdade pontual com o FC Porto.

Resultado final: 2-1

 

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Feirense x Sporting – Este é o décimo triunfo consecutivo dos leões, mas desta vez foi tudo menos fácil. A resistência do Feirense durou um pouco mais de 45 minutos, só sendo quebrada quando o inevitável Van Wolfswinkel converteu uma grande penalidade. Com este triunfo, Domingos Paciência igualou a sequência de Paulo Bento que, na época de 2005/06, alcançou 10 triunfos consecutivos.

Para a equipa de Santa Maria da Feira, fica o consolo de ter conseguido a melhor receita de bilheteira da época, dado que tem estado a jogar no Estádio Municipal de Aveiro, dado que o seu estádio se encontra em obras de remodelação.

Durante o tempo que durou o empate, o Feirense sempre uma equipa que soube posicionar-se no terreno da melhor forma, fechando as alas, e aproveitando a velocidade de alguns jogadores para jogar em contra-ataque.

Para contrariar a estratégia do Feirense, a equipa do Sporting tentou utilizar a velocidade e a imprevisibilidade de Capel para estender o seu jogo mas, por outro lado, Matías Fernandez não conseguiu atingir a velocidade do companheiro. Daí que a equipa leonina tenha quase sempre atacado do lado onde jogava Capel, mas revelando sempre dificuldades para ultrapassar a defesa do Feirense.

Foi de Wolfswinkel a primeira grande oportunidade da partida, mas chegou atrasado. Depois, o avançado holandês viu Paulo Lopes defender para canto, na sua segunda oportunidade de golo, perto do intervalo.

Acabava assim a primeira parte, com o Sporting a mostrar muitas dificuldades para chegar com perigo à baliza defendida por Paulo Lopes.

A segunda parte começou com dois sustos para a equipa leonina, com Ludovic e Henrique a estarem perto do golo. De seguida, foi a vez de Wolfswinkel testar os reflexos do guarda-redes da equipa de Santa Maria da Feira.

O Sporting tentava acelerar o jogo, de forma a conseguir que a defensiva do Feirense se desorganizasse, mas sem efeito.

Até que Henrique faz duas faltas sobre Capel num curto espaço de tempo, e o árbitro expulsa o jogador. Ao mesmo tempo, Domingos troca Elias por Carrillo e Quim Machado tenta conter os danos da expulsão, fazendo trocar Hélder Castro por Sténio, recuando Varela.

A partir da expulsão, a táctica de Quim Machado era defender o empate com unhas e dentes. Só que Cris decide estragar a estratégia da equipa, ao fazer falta sobre Shaars dentro da grande área. Wolfswinkel não facilitou, e aproveitou para inaugurar o marcador. Estava quebrada a resistência defensiva do Feirense.

Vendo-se a ganhar e com mais um jogador em campo, o Sporting tentou chegar ao golo da tranquilidade. Golo esse que chegaria por intermédio de outro holandês, Shaars, que deu a tranquilidade necessária para descansar os muitos adeptos leoninos presentes no estádio.

Com este resultado, o Sporting isolou-se no terceiro lugar.

Resultado final: 0-2

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