A Renault acaba de anunciar uma quebra de 0,8 % no seu volume de negócios do primeiro semestre de 2012.
O aumento de vendas proporcionado pelos mercados emergentes da China, Rússia e América Latina não compensou as quebras de vendas verificadas no mercado europeu. Assim, o Grupo Renault anuncia para o primeiro semestre deste ano uma margem operacional de 482 milhões de euros, contra os 630 milhões verificados em igual período do ano passado.
A estrutura automóvel do Grupo anuncia, por sua vez, lucros de 87 milhões de euros, contra os 134 milhões atingidos no primeiro semestre do ano passado. A causa está na redução das vendas, traduzida na perda de 176 milhões de euros e no aumento das despesas relacionadas com o enriquecimento de qualidade dos novos produtos (-211 milhões de euros).
Mas a grande causa para o emagrecimento de resultados apontada pela marca é a degradação da conjuntura económica europeia, que penaliza acima de tudo a própria marca de automóveis Renault, já que as empresas associadas do grupo (Nissan, AB Volvo e Autovaz) contribuíram com um lucro de 630 milhões de euros.
Apesar destes resultados o presidente da marca Carlos Ghosn mantém o objetivo de fechar o ano acima da linha de água na área de negócio automóvel do Grupo.
“Num ambiente difícil e incerto, a Renaut continua em linha com os seus objectivos de fechar o ano 2012 com um cach flow operacional positivo na área automóvel”, afirma.
A Renault perspetiva ainda que a evolução do mercado automóvel verificada no primeiro semestre se mantenha no resto do ano, com um aumento de vendas a nível mundial, apesar da descida do mercado europeu.
A marca prevê um aumento de 5% no mercado global, ou seja, 1% acima das primeiras previsões e, por outro lado, uma quebra do mercado europeu 3% superior ao previsto.
A suportar o resultado global positivo estará o lançamento de novos produtos no segundo semestre, com o Renault Clio no centro das atenções, mas também o capital de aceitação global do Dacia Duster.
Fonte: turbo.sapo.pt
















0 comentários