O julgamento que opõe Carlos Queiroz à Federação Portuguesa de Futebol (FPF) por causa do despedimento unilateral do selecionador nacional, na sequência de entrevista ao semanário Expresso, inicia-se na segunda-feira, no Tribunal do Trabalho de Lisboa.
A primeira sessão do julgamento, em que Carlos Queiroz defende que foi ilegal a rescisão contratual comunicada publicamente a 9 de Setembro de 2010, tem início programado para as 9h30 na 1ª Secção do 1º Juízo do Tribunal do Trabalho de Lisboa, estando ainda marcadas audiências na terça-feira e na quarta-feira.
Na quebra do contrato de prestação de serviços com Carlos Queiroz, a direcção da FPF, na altura presidida por Gilberto Madaíl, considerou que o selecionador nacional não respeitou a entidade patronal, razão que levou o organismo a concluir que a relação de confiança tinha sido afectada.
Na entrevista ao semanário, publicada a 14 de Agosto de 2010, Carlos Queiroz revelou que Amândio de Carvalho o queria afastar do cargo de selecionador nacional, referindo que o então vice-presidente da FPF para as selecções nacionais “decidiu por a sua cara na cabeça do polvo”.
Queiroz referiu ainda que “parecia haver uma ação concertada [para o afastar] que começava com o processo”, na altura no Conselho de Disciplina (CD) da FPF, pelos alegados insultos do treinador a elementos de uma brigada da ADoP (Autoridade Antidopagem de Portugal), na Covilhã, a 16 de Maio de 2010, no estágio da selecção portuguesa, de preparação para o Mundial da África do Sul.
Fonte: Maisfutebol
















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