Crítica: “Nómada” é uma história original e madura

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Foi em Novembro do ano passado que estreou nos cinemas o quinto e último filme da popular Saga Twilight, Amanhecer: Parte 2, filmes estes baseados nas homónimas obras best-seller de Stephenie Meyer. A Saga teve um forte sucesso comercial, lucrando mais de 3 mil milhões de dólares mundialmente, apesar das críticas não terem sido muito favoráveis.
Este ano, Stephenie Meyer vê a sua obra Nómada, também best-seller, estrear nas salas de cinema em todo o mundo. Servindo de co-produtora para o filme, Meyer definiu com este livro um afastamento da série de livros que a tornou famosa e criou algo novo.
Nómada é uma história de amor passada no futuro, quando a terra é ocupada por uma espécie alienígena que apaga a memória dos seus hospedeiros humanos, deixando os corpos intactos.
Melanie Stryder (Saoirse Ronan) é uma dos últimos sobreviventes que resiste, arriscando a sua vida pelas pessoas que lhe são queridas - Jared (Max Irons), Ian (Jake Abel), o seu irmão Jamie (Chandler Canterbury) e o seu tio Jeb (William Hurt) - provando que o amor pode conquistar tudo.
Depois do sucesso de Twilight, os planos para a adaptação ao cinema de Nómada começaram imediatamente, com o encargo de escrever um guião baseado num livro de 840 páginas. Esta função ficou a cargo de Andrew Niccol, também o realizador do filme (e já popular pelo êxito de projectos passados como The Truman Show: A Vida em Directo, Terminal de Aeroporto, Senhor da Guerra e Sem Tempo).
Apesar da grande densidade do livro, a adaptação não ficou danificada, uma vez que o livro padece de uma falha em que a acção é muito lenta e extensa ao ponto de só começar a arrancar perto do fim. O filme, de 2 horas e 5 minutos, evidencia alguns cortes óbvios em relação ao livro, mas Niccol certificou-se que esses cortes fossem dispensáveis e transformou o filme numa adaptação favorável, aperfeiçoando-o até , na medida em que a acção não se arrasta mais devagar que uma tartaruga. Em termos de efeitos especiais, não se abusa deles, mantendo os cenários futuristas mas simples e o mais real possível.
Mais importante ainda é o filme captar bem a mensagem do livro:  a profundidade e complexidade  das emoções humanas e a facilidade como nos viramos para a violência à minima alteração ao nosso meio envolvente. Andrew Niccol não é estranho a estes temas, uma vez que normalmente são abordados nos seus projectos.
O elenco apresenta performances boas, com destaque para a nomeada ao Óscar Saoirse Ronan. A sua personificação de Melanie e de Nómada é afável e emocionante. Ronan mostra mais uma vez que é uma actriz de renome com uma actuação bi-facetada credível e apaixonante.
Nómada é, de facto, uma obra original que nada tem a ver com Twilight, na medida em que oferece ao público uma história madura, interessante e envolvente, com personagens cativantes que nos mostram que tudo é possível se escolhermos lutar.
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