Perda de tempo, fadiga e stress, desperdício de combustível: é esta a imagem do automobilista hoje em dia em vias cada vez mais congestionadas. Então, porque não aceitar que sejamos conduzidos?
É com esta ideia que a Renault desenvolveu o Next Two, um automóvel eléctrico que delega a condução em certas condições, assegurando igualmente o estacionamento autónomo do automóvel.
Assente no automóvel elétrico Zoe, o Next Two está dotado de inúmeros sensores, que ajudam a recolher dados a processar por um computador. Este computador controla a caixa de velocidades, direcção e travões.
A ideia da Renault é simples: “em certas zonas, o Next Two poderá substituir o condutor, assumindo a responsabilidade pela condução, permitindo ao condutor dedicar-se a outras tarefas”, refere a marca francesa.
A condução autónoma está, no entanto, limitada a determinadas condições.
O automóvel deve encontrar-se numa estrada “protegida” do tipo via rápida, sem peões ou ciclistas, e em situações de engarrafamento cuja velocidade não excede os 30km/h.
O Next Two é também capaz de se estacionar sozinho ou de ir buscar o seu condutor junto ao escritório ou a casa. Essa função é comandada através de um smartphone com uma aplicação dedicada.
O protótipo (já testado pelo CEO da aliança Renault Nissan) conta ainda com novas tecnologias de conectividade, entre as quais uma plataforma compatível com os sistemas operativos Android, iOS e Windows 8.
A inclusão destes tecnologias permitem, entre outros, o acesso a serviços como videoconferência, compras online, informações de viagem, que transformam o automóvel num escritório sobre rodas.
O Next Two é um protótipo realista que integra tecnologias suficientemente maduras para serem colocadas a bordo dos modelos de série a médio prazo, explica Frédéric Mathis, chefe de projecto do Next Two.
A marca francesa espera ter o seu primeiro automóvel com tecnologia de condução autónoma no mercado até 2020.
Veja como funciona o Next Two:
Fonte: Autoportal
















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