Atlético de Madrid e Chelsea empataram esta terça-feira a zero na primeira mão das meias-finais da Liga dos Campeões, deixando tudo por resolver no jogo de Londres. José Mourinho montou uma estratégia ultradefensiva que os colchoneros não conseguiram desmontar.
Os londrinos não esconderam o seu objectivo. Logo pelo onze inicial escolhido por Mourinho se fazia adivinhar a postura defensiva que os blues iriam adoptar para enfrentar o Atlético de Madrid no seu estádio, onde somavam apenas vitórias para a Liga dos Campeões esta época. O Chelsea fez praticamente alinhar uma segunda linha defensiva com David Luiz, Ramires e Obi Mikel, à frente do quarteto defensivo. Sobravam apenas Willian no apoio a Fernando Torres, solitário no ataque inglês. O Atlético contava com o poderio atacante de Diego Costa, suportado pela criatividade de Raúl García, Koke e Diego.
Foi precisamente este o quadro dos noventa minutos no Vicente Calderón. A equipa da casa procurou desde o início chegar à baliza de Cech, mas ou não encontrava linhas de passe ou via os seus remates de meia distância barrados pela defesa londrina.
O primeiro quarto de hora foi de estudo mútuo entre as duas formações. O Atlético tentava ensaiar alguns ataques mas a defesa do Chelsea não deixava passar uma. Quando eram os londrinos a ter a posse de bola, os seus jogadores não arriscavam e optavam por conservá-la o máximo de tempo possível, prescindindo quase inteiramente de atacar.
A primeira oportunidade digna desse nome aconteceu aos 15 minutos, quando Koke tentou um canto directo. Na sequência Cech agarra a bola mas acaba por se lesionar no braço, pedindo a substituição. O veterano australiano Mark Schwarzer entrou para a baliza dos blues, que quase não foi testado durante a partida. Até ao intervalo pouco mais se viu. Mário Suárez (34 minutos) e Diego Costa, já em cima do intervalo, têm dois remates que não chegaram a assustar.
No segundo tempo, o Chelsea continuou fiel ao guião escrito por Mourinho. Duas linhas defensivas, bloqueio total a qualquer ataque do Atlético e troca de bola no seu meio campo. Numa das raras oportunidades para os britânicos, Lampard (48 minutos) remata de primeira depois de um corte defeituoso de Godín.
No banco, Simeone parecia à beira de um ataque de nervos ao ver a sua equipa sem ideias para furar o muro defensivo erguido pelo Chelsea. Aos 60 minutos decide agitar as coisas, lançando Arda Turan para o lugar de Diego, para tentar imprimir mais intensidade no jogo ofensivo da sua equipa. O Atlético passa a abrir mais o seu ataque, mas o máximo que consegue são cantos ou livres.
Aos 71 minutos, Mourinho é novamente obrigado a substituir um jogador por lesão. Desta vez é John Terry, queixoso depois de ter sido pisado por Diego Costa. O técnico português aposta em Schurrle, para explorar a saída para o contra-ataque, num momento em que o Atlético está balanceado para a frente.
No entanto, o marcador manteve-se inalterado e nem se pode dizer que tenham havido oportunidades flagrantes. Gabi (76 minutos) obriga Schwarzer a uma boa defesa na marcação de um livre rasteiro e Diego Costa (82 minutos) até de pontapé de bicicleta tenta chegar ao golo.
O nulo manteve-se até ao final e tudo será decidido em Stamford Bridge, a 30 de Abril. O Chelsea alcançou o seu objectivo de não sofrer golos, mas as lesões de Cech e de Terry, assim como as suspensões de Lampard e Obi Mikel podem ser grandes dores de cabeça para Mourinho.
Fonte: Jornal Público
















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