A Red Bull aponta que as suas esperanças de se bater pelos títulos deste ano dependem da capacidade da Renault desenvolver a sua unidade motora e recuperar a desvantagem que ostenta para a Mercedes.
A equipa de Milton Keynes teve uns testes de pré-temporada cheios de problemas provocados pela unidade de potência francesa mas também por uma instalação no chassis demasiado agressiva.
No entanto, nos dois primeiros Grande Prémios da temporada o Red Bull RB10 Renault mostrou ser o carro que mais se aproxima do dominador Mercedes F1 W05, tendo Sebastian Vettel terminado em terceiro na corrida de Sepang (no encalço de Lewis Hamilton e Nico Rosberg) e Daniel Ricciardo sido desclassificado em Melbourne depois de ter visto a bandeirada de xadrez no segundo posto, muito embora longe de Rosberg, que venceu.
Christian Horner sublinha que a diferença entre o carro da sua equipa e o da Mercedes advém do melhor funcionamento da unidade de potência germânica, admitindo que as aspirações da Red Bull estão nas mãos da Renault.
Temos uma grande desvantagem (n.d.r.: para a Mercedes). De momento, eles têm muitas cartas na manga. Penso que estivemos incrivelmente bem ao estarmos tão perto deles como estivemos este fim-de-semana. A vantagem deles é clara. Verifica-se nas rectas e nós estamos a trabalhar arduamente com a rapaziada de Viry (n.d.r.: local onde se situa a base da Renault). Se considerarmos onde estamos com o nosso motor, o que fizemos está para lá das nossas expectativas. A Renault sabe que podemos ter muito mais para oferecer assim que resolver os problemas de entrega de potência. Esperamos que a curva de recuperação da nossa velocidade de ponta, muito embora seja muito íngreme, nos permita dar bons passos, afirmou o chefe de equipa da formação que venceu todos os títulos nos últimos quatro anos, colocando pressão na Renault.
Horner considera que, muito embora o desenvolvimento puro das unidades de potência esteja congelado (são permitidos apenas modificações para melhorar a fiabilidade e diminuir custos), a Renault poderá atenuar a desvantagem que ostenta para a Mercedes, dado que não existe nada de muito errado com os componentes físicos da unidade de potência gaulesa.
Muitos dos problemas deles estão relacionados com o software, portanto, esperamos que possam ser dados passos para nos aproximarmos. Estes motores são tão complicados. Mas é uma questão de colocar os três elementos a trabalhar em harmonia, o motor de combustão, o turbo e o sistema de recuperação de energia. Todos estes afectam a travagem da mesma maneira que a aceleração ou a entrega de potência. É uma questão de colocar estes três elementos em harmonia e, de momento, ainda não o conseguimos, sublinhou o inglês.
Após dois Grande Prémios disputados, a Red Bull figura no sexto posto do Campeonato de Construtores, a cinquenta e três pontos da Mercedes, e Sebastian Vettel é o seu melhor representante no Campeonato de Pilotos, no sétimo lugar a vinte e oito pontos de Nico Rosberg.
Fonte: Sportmotores
















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