Woody Allen regressa ao grande ecrã com uma nova comédia romântica cheia de fantasia com uma maestria estupenda que nos agarra e encanta pela sua história repleta de cultura, humor, brilho e paixão.
O aclamado actor, produtor, escritor e realizador Woody Allen está de regresso. Em 2008, Allen presenteou-nos com o magnífico e aclamado Vicky Cristina Barcelona, passado em Barcelona, e, em 2011, visitamos agora a Cidade de Luz. Depois vieram dois filmes não muito populares a nível de bilheteiras e críticas, Tudo Pode Dar Certo (2009) e Vais Conhecer o Homem dos Teus Sonhos (2010). Agora, Allen regressa a terras europeias para explorar o romance e magia de Paris em Meia-Noite em Paris.
O filme conta a história de uma família que viaja até Paris em negócios, e de um casal, prestes a casar, que durante a sua estadia vai viver um conjunto de experiências que lhes muda a vida. É ainda a história do amor de um jovem pela cidade de Paris, e da ilusão, que quase todos partilhamos, de que a vida dos outros é sempre melhor do que a nossa.
Meia-Noite em Paris abriu o 64º Festival de Cinema de Cannes em grande aplausos. E foram merecidos.
A película é um regresso em forma de Woody Allen ao cinema de qualidade. Apresenta uma história imaginativa e original, com uma boa disposição forte e arrebatadora. Allen realiza o filme com graça e habilidade. O seu encanto transmite-se num enredo bem construído e não se relaciona com os filmes actuais, que são feitos para “todos”, isto é, ninguém em particular. O filme agradará aos entusiastas da arte, literatura, cinema, música dos tempos passados. Para moi foi algo de refrescante ver um filme tão cheio em inteligência humorística e cultural.
Parabéns ao elenco, particularmente Owen Wilson, que provou que sabe fazer papéis mais sérios que os cómicos habituais que o popularizaram. A sua performance e maneira de pensar fazem com que muitos se identifiquem com o personagem, como eu, e Marion Cotillard, magnífica como sempre; é um talento sem o qual o cinema já não poderá viver. Rachel McAdams, Michael Sheen, e muitos outros estão brilhantes.
Sem falhas nenhumas, o filme apresenta uma cinematografia de verter lágrimas. O espectador é banhado com as mais emblemáticas zonas de Paris e podemos dar graças por isso a Darius Khondji’s, que conseguiu captar o encanto da cidade e aumentar a vontade de qualquer um de apanhar um avião e voar até à cidade.
Para melhorar ainda mais o ambiente, o filme possui uma banda sonora deliciosa com as melhores músicas românticas de sempre, incluindo uma original de Stephane Wrembel intitulada Bistro Fada.
Infalível, inteligente, encantador, mágico, apaixonante e arrebatador, Meia-Noite em Paris é uma obra-prima de ver e rever e trará ao de cima o artista que há dentro de nós.
















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