Análise da 11ª jornada da Liga Zon Sagres

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Depois desta jornada, só posso dizer uma coisa: temos campeonato! Temos duas equipas que não se largam na liderança, temos um Braga e um Sporting que deram indicações que podem fazer uma grande época, que podem destabilizar um pouco a luta entre Benfica e Porto, que à partida eram os principais favoritos à conquista do título. Mas não nos podemos esquecer de uma equipa: o Marítimo. Que temporada está a fazer a equipa do Funchal, e que jogo fez no “derby” madeirense, frente ao Nacional. A equipa de Pedro Martins está na quarta posição, a 1 ponto do Sporting e a 4 da liderança. Foi, sem dúvida, uma grande jornada. Deixo-vos com a análise dos mais importantes jogos desta 11ª jornada da Liga Zon Sagres.

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Benfica x Sporting – Tirando as questões extra-futebol, este foi um dos melhores “derbies” dos últimos anos. Neste jogo vimos claramente um Sporting dominador e um Benfica que foi sobretudo eficaz. O Sporting confirmou as credenciais que levava para este jogo: é claramente uma equipa muito forte, que pode ter uma palavra a dizer na luta pelo título. Mas considero que ainda não está ao nível do seu rival e do FC Porto, não só pelo facto dos dois rivais terem processos mais consolidados em termos de equipa, mas também porque falta calma e “sangue frio” na hora de finalizar as jogadas de ataque.

Foi por isso que o Benfica ganhou o jogo. Em termos de oportunidades de golo, os encarnados tiveram-nas em menor número. Mas souberam aproveitar as que tiveram para ganhar o jogo. Enquanto que o Sporting jogou um futebol muito ofensivo, ainda mais depois da expulsão de Cardozo, dominando claramente o jogo a partir daí, desperdiçava um rol interminável de oportunidades.

Ambos os treinadores surpreenderam na escolha das equipas iniciais. Jorge Jesus escolheu Jardel para ocupar a vaga de Luisão, que esteve de fora devido a lesão, em detrimento de Miguel Vítor. Domingos Paciência inovou ao escolher Daniel Carriço para a posição de médio defensivo.

Benfica e Sporting foram equipas muito semelhantes na forma como defendiam: com pressão alta. Muito devido a esta forma de defender, o futebol praticado por estas duas equipas foi muito directo, sempre à procura os homens mais avançados (Cardozo e Wolfswinkel).

Começou melhor o Sporting. Wolfswinkel esteve perto de marcar, logo aos 6 minutos, mas cabeceou ao lado, após assistência de Capel. O Benfica não demorou a responder: canto marcado por Aimar, servindo Gaitán que, à entrada da área e sem qualquer marcação por parte da defesa leonina, remata de primeira ao poste.

O jogo estava num ritmo muito vivo pertencendo ao Sporting as principais ocasiões para marcar. Schaars, servido pelo seu companheiro de equipa Wolfswinkel, rematou ao lado. Aos 27 minutos, primeira contrariedade para o Sporting: Matias Fernandez lesionou-se na coxa, e teve que ser substituído por Carrillo.

Quando todos pensavam que o jogo ia empatado para o intervalo, eis que Javi Garcia decide contrariar quem pensava assim. Num lance de bola parada, a defesa do Sporting esqueceu-se de marcar o médio espanhol que, aproveitando o lapso da defensiva leonina, colocou a equipa encarnada em vantagem. Lá está: o Sporting estava melhor no jogo, dispondo das melhores oportunidades, mas falhou em pequenos pormenores, que viriam a ser fatais para a equipa de Domingos Paciência. Pormenores esses que podem fazer uma equipa campeã e, caso a equipa leonina quiser lá chegar, tem que os melhorar.

O facto de estar em vantagem permitiu à equipa de Jorge Jesus jogar no erro do adversário, na segunda parte. Pelo menos até à expulsão de Cardozo. Depois de ter tido uma excelente oportunidade para ampliar a vantagem encarnada, onde só não marcou porque Rui Patrício fez uma grande defesa, o avançado paraguaio caiu no relvado numa disputa de bola, dando um murro no relvado. O árbitro interpretou o gesto como sendo de reclamação pelo facto do juiz da partida não ter marcado falta, e não teve dúvidas em mostrar o segundo cartão amarelo ao jogador do Benfica, mandando-o mais cedo para os balneários.

Logo após as expulsão, depois de uma distração de Artur, Elias podia ter marcado, mas atirou ao lado.

Jesus tirou Aimar e colocou Rodrigo em campo, povoando o meio-campo encarnado de jogadores, para impedir que o Sporting, em superioridade numérica, chegasse à igualdade. Domingos tentou o tudo por tudo, tirando Carriço e colocando em campo André Santos, mas a escassa vantagem do Benfica não foi ameaçada.

Ainda houve tempo para Gaitán atirar mais uma bola ao poste, e Elias tentar mais uma vez mais o golo, com o remate a sair à figura do guarda-redes encarnado.

Com esta vitória, o Benfica ampliou a vantagem que tinha sobre o rival da Segunda Circular, estando agora com 4 pontos de vantagem. Quanto ao Sporting, mantém-se na 3ª posição, mas vê o Marítimo a ficar a apenas 1 ponto.

Resultado final: 1-0

 

640x480_3FC Porto x Braga – Foi uma vitória inteiramente justa por parte do FC Porto. Custa, mas justa. Vítor Pereira pode respirar um pouco de alívio, pois esta vitória é daquelas que podem galvanizar os azuis-e-brancos a voltar aos índices que chegaram a apresentar na época passada. Sobretudo, houve uma grande diferença em relação aos outros jogos: neste jogo, houve Hulk. Com este jogo, deu para ver que o FC Porto está muito dependente daquilo que o internacional brasileiro consegue fazer dentro de campo: se joga bem, toda a equipa joga bem. Mas se Hulk estiver num dia mau, pode ser o primeiro passo para o descalabro da equipa.

Foi uma equipa portista diferente, a nível anímico, relativamente a outros encontros, talvez muito por força da importante vitória na última jornada da Liga dos Campeões, que ainda lhe sonhar com o apuramento para a próxima fase da Champions.

Vítor Pereira decidiu não inventar para este jogo, colocando de inicio a equipa que ganhou ao Shakhtar. O público presente no Estádio do Dragão puxou sempre pela equipa, levando-a a alguns momentos que fizeram lembrar um pouco o FC Porto da época passada.

Curiosamente, até ao primeiro golo portista, era o Braga que estava melhor no jogo, tendo pertencido à equipa minhota as melhores ocasiões marcar. Até que, aos 37 minutos, Defour iniciou a jogada, colocou em James, que cruzou para Hulk que, de cabeça, aproveitou para fazer o primeiro da noite.

Um dos problemas da equipa portista continua a ser o lado direito da defesa. Maicon, defesa-central de raiz, continua a ser adaptado à direita, mas esteve sempre muito descoordenado nas marcações aos atacantes bracarenses, provando que não é solução para a direita.

Uma das coisas que Vítor Pereira tem que melhorar é a forma como a equipa aborda o jogo quando está a ganhar. Para evitar o que aconteceu neste jogo, o FC Porto não pode deixar o Braga acreditar que pode chegar ao empate, não pode dar espaço aos jogadores minhotos. O remate de Alan foi exemplo do que estava a aconteceu. Só não deu em golo porque Helton realizou a defesa da noite.

Pelo que estava a acontecer em campo, Leonardo Jardim acreditava que era possível chegar ao empate. Por isso, o treinador do Braga trocou Djamal por Nuno Gomes. Ainda o avançado português estava a entrar no ritmo do jogo, Hulk deixou o seu génio fluir em campo, marcando o segundo do FC Porto e construindo a jogada que levou ao terceiro, que foi marcado por Kléber.

Pensava-se que estava tudo resolvido no Dragão. Mas não era verdade. Hulk cometeu grande penalidade, dando oportunidade a Lima para reduzir o marcador. A partir daí aconteceu o pior: o FC Porto perdeu o controlo do jogo, e Lima aproveitou esse facto para fazer o segundo do Braga. E, caso faltasse mais tempo para acabar o jogo, o Braga poderia chegar ao empate.

Mas não chegou, e o FC Porto acabou por ganhar o jogo, de uma forma desnecessariamente sofrida. Mas foi uma vitória justa.

Com este resultado, o FC Porto mantem-se colado ao Benfica na liderança. Em relação ao Braga, está agora na 5ª posição, com 19 pontos, a 8 pontos da liderança.

Resultado final: 3-2

 

Resultados de todos os jogos da 11ª jornada da Liga Zon Sagres:

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