Crítica: “Academia de Vampiros” tenta ser um íman de adolescentes mas acaba por ser preguiçoso e esquecível

 

VAMPIRE ACADEMY

É sabido que os vampiros são notoriamente difíceis de matar. Mas alguém devia ter matado Academia de Vampiros, mais um filme baseado num romance para jovens adultos sobre vampiros, que vivem na nossa sociedade. A única coisa que distinge este wannabe íman de adolescentes dos seus predecessores Twilight e Harry Potter é a maneira como, muito preguiçosamente, juntou elementos de cada um num só filme.

Dado que o seu material de origem é um best-seller de 2007, da autoria de Richelle Mead, e do duo argumentista-realizador por trás dele, o filme tinha por obrigação ser melhor que o resultado final. Os irmãos Daniel e Mark Waters deram-nos o clássico de culto Heathers em 1988, e Mark, por sua mão deu-nos os sucessos Giras e Terríveis e Um Dia de Loucos. Mas não se vai encontrar nada memorável aqui.

Zoey Deutch interpreta Rose, uma Dhampir, cuja raça se dedica a proteger uma espécie benevolente de vampiros conhecidos como Moroi (quão benevolente são eles? As pessoas fazem fila para doar sangue para eles). Rose é a guardiã da sua melhor amiga, Lissa Dragomir (Lucy Fry), uma herdeira para o trono de… bem, não está claro exatamente o quê; o filme não explicada nada disto. Mas ela é definitivamente uma princesa de alguma coisa. O trabalho de Rose é certificar-se de que a raça de vampiros maliga, os Strigoi, ataca Lissa.

O par frequenta um colégio interno no Montana chamado St. Vladimir, que é como Hogwarts, só que com muitas mais hormonas. Enquanto Lissa aprende a desenvolver os seus poderes mágicos, Rose passa o tempo com seu tutor Dimitri, outro Dhampir, a aprender a lutar e matar Strigoi.

O enredo é muito tão mal apresentado e complexo para resumir aqui, mas basta dizer que alguém começa a aterrorizar Lissa e Rose está determinada a chegar ao fundo da questão - quando não está ocupada a fazer olhinhos ao seu tutor.

Academia de Vampiros pode ter funcionado como um livro, mas a enorme quantidade de diálogo explicativo é a parte mais perturbadora do filme (perdem mais tempo a falar do que a agir. Os fraquíssimos efeitos especiais (que não parecem em ter sido o foco das atenções do relizador) e os buracos na trama chegam em segundo e terceiro lugar. Os primeiros 10 minutos do filme soam como duas pessoas que lêem um prólogo como Lissa e Rose que narram uma retrospectiva das suas aventuras. Rose é suposto ser uma corajosa de 17 anos de idade, sempre com uma resposta pronta na língua, mas só se apresenta como irritante e infantil. A sua natureza rebelde também parece contradizer sua vontade de aceitar uma vida de servidão aos vampiros.

Mas isso é um pequeno detalhe em comparação com alguns dos maiores problemas do filme. O livro Academia de Vampiros é o primeiro de uma série de seis. Esperemos que isso não signifique que haverão mais cinco filmes.

star_groups Trágico

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